domingo, 18 de dezembro de 2016

Revezes de ano-novo - o retorno ;)

O caro leitor mais antigo talvez se lembre de uma tradição natalina, que costumava figurar no blog, de fazer previsões para o ano-novo. Mas nossas previsões, é claro, tinham o modo bizarro ligado, dá só uma conferida no nosso Princípio dos Revezes de Ano-novo:

"Todas as previsões feitas neste blog não se confirmarão. Dessa forma, fá-la-emos sempre ao contrário do que desejá-la-emos que aconteça, para garantir a minimização de coisas ruins de grande monta no ano vindouro. Esta determinação chamar-se-á: Revezes de Ano-novo".

Então, depois de ler os nobres escritos da tábula na qual foi postulado o Princípio dos Revezes de Ano-novo, vamos quebrar a banca e fazer as previsões para 2017! Só que, dessa vez, será um pouco diferente. Acompanhe!

Janeiro: Mês desagradável! Com milhares de turistas na ilha de Florianópolis, superlotando o trânsito, um grande incêndio se formará na Avenida Beira Mar Norte. Mais de mil carros estarão envolvidos. O incêndio se espalhará até atingir as duas pontes, única forma de acesso à ilha, pois a terceira ponte é só cartão postal, e todos ficarão isolados por dias. Muitos fracassarão na tentativa de fugir a nado e um apocalipse zumbi surgirá na ilha. As autoridades detonarão as três pontes, para prender todos os zumbis na ilha e somente um ser humano restará, com seu fiel cão pastor: Will Smith. Porque ele é a lenda!

Fevereiro: Mês zumbizento. As autoridades não contavam com a capacidade de zumbis atravessarem o canal do estreito até o continente. Os zumbis começarão sua conquista pelos habitantes de São José que, vocês sabem, vão demorar a entender o que está acontecendo, porque afinal, são de São José, não sabem nem dirigir direito. No fim do mês, chegarão a Blumenau, onde vão organizar uma grande festa zumbi, eliminando de vez a OktoberFest do mapa, para estabelecer a Zumbifest.

Março: Mês agourento. O carnaval será cancelado. Bem, não tem coisa pior para acontecer no mundo do que o carnaval ser cancelado, então milhares sucumbirão à única data que restará dos festejos de momo: quarta-feira de cinzas. Momo mesmo, perdeu 100 quilos e, consequentemente, o trono. Sua mulata virou feminista e nunca mais vai posar de biquíni ao lado dele, pois "a mídia que se exploda, eu não sou um objeto". Nenhuma outra mulata jamais posará de biquíni e salto alto novamente, pois "mulheres mandam e que se foda o que vocês pensam".

Abril: Mês descerebrado. Durante o mês de março, enquanto todos se lamentavam por não ter mais carnaval, o apocalipse zumbi chegou, devagar e sempre, ao sudeste do país. Aí, entraram numa rixa com os paulistanos, porque eles ficaram naquela lenga-lenga de "meu, cês não sabem o que é cidade grande". Obviamente, os zumbis nem ouviram o que os paulistanos disseram e devoraram seus já pequenos cérebros. Assim, foram naturalmente para o Rio de Janeiro, onde foi meio difícil devorar cérebros, pois o tráfico e a violência urbana já tinham devorado grande parte. Assim, com baixa resistência no sudeste, zumbis partem com tudo para tomar o restante do país.

Na fronteira sul do país, os humanos resistem, já que gaúcho é macho até debaixo de outro macho, diz o ditado. Mas uma infiltração de zumbis em meio ao charque, pega a República dos Pampas de surpresa e todo o cone sul, dependente de churrasco cai, inevitavelmente.

Maio: Mês do cão. Os zumbis chegam a Brasília. Não faz muita diferença no cenário da capital, mas podemos ver uma nítida melhora nos discursos do Senado e da Câmara. Como a cadeira de presidente estava vaga novamente, os zumbis elegem um cachorro zumbi como presidente do Brasil. Donald Trump envia um WhatsApp parabenizando-o pela posse. Logo em seguida, o serviço de WhatsApp cai no Brasil, levando grande parte da população não zumbi ao suicídio. Ninguém sabe o que aconteceu com os políticos de Brasília, mas acredita-se que muitos tenham se revelado zumbis, aproveitando a onda. Rolou muita selfie com zumbis, já que é moda, né?

Junho: Mês explosivo. O primeiro zumbi ultrapassa as fronteiras do pais. Os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, declaram guerra à Venezuela, porque o zumbi chegou, não por causa do petróleo.

Julho: Mês da moda. Os zumbis dominam o setor de telecomunicações e aeronáutica e se espalham pelo mundo, criando uma grande moda zumbi. Humano que não é zumbi, entra na moda, só para não ficar de fora da onda. As autoridades políticas do mundo revelam que, na verdade já eram zumbis disfarçados de humanos e mantinham o sistema capitalista e o modo de consumo ostentação para transformar as pessoas lentamente em zumbis. Todos comemoram a novidade, pois buscavam um sentido para suas vidas consumistas.

Agosto: Mês da rebeldia. Bem, todo mundo sabe que agosto é o mês do desgosto,assim, um grupo de loucos alternativos resolve ir contra a moda zumbi. Começam a usar capacetes de metal, inspirados no Magneto, para que os zumbis não tenham acesso a seus cérebros. A eles se unem as guerrilhas ambientais, que vocês sabem, são sempre contra zumbis, e tomam o poder em vários países. No Brasil, ninguém consegue destituir o cachorro do Planalto, então os zumbis continuam mandando.

Com os rebeldes no poder, o que era moda vai se transformando em démodé, e como ninguém quer ser démodé, quem se fingia de zumbi começa a buscar outra moda para se situar.

Setembro: Mês de virada. Uma lei árabe diz que durante o Ramadã, zumbis não podem se multiplicar. Mas não adianta muita coisa, pois acaba-se descobrindo que zumbis são mais ou menos como Gremlins: molhou depois da meia noite, multiplicou o bicho. A moda zumbi encontra seu declínio: humanos se revoltam contra zumbis, pois está faltando cérebros no mercado.

Outubro: Mês de guerra. Humanos, liderados pelos rebeldes se voltam contra a moda zumbi e decidem atacá-los com as forças armadas. Como todo mundo sabe, as forças armadas não funcionam nem contra o Godzilla, então é necessário criar um super-herói japonês, ao estilo Ultraman, para salvar o mundo. Também surgem os esquadrões super sentai e outros heróis cheios de chacra, cosmos, ki e energia espiritual, mas nenhum deles consegue, nem com uma super Genki dama.

Donald Trump, que estava em guerra com a Venezuela, decide que zumbis são os novos terroristas do mundo e determina que os EUA estão em guerra contra o terror. Atrasado, como sempre, somente chega, quando todos já foram derrotados e resolve posar de salvador do mundo.

Novembro: Mês subversivo. Finalmente, uma resposta efetiva ao apocalipse zumbi. As bruxas da ilha da magia, também conhecida como Florianópolis, o marco zero do apocalipse zumbi, saíram de seus esconderijos nas pedras e resolveram aplicar suas magias para salvar o mundo. Descobre-se que tudo o que os zumbis precisam é de um cafuné na cabeça e um livro pra ler, pois são seres carentes de amor e educação. Milhões de zumbis retornam a seus lares, tornando-se humanos melhores.

O serviço de WhatsApp retorna, mas não é mais o mesmo. Agora só circulam correntes fake e memes antigos e ninguém mais tem saco pra ler. Com isso, o WhatsApp decide encerrar suas atividades, após declínio massivo de usuários.

Dezembro: Mês de faxina. Com toda a bagunça que os zumbis fizeram pelo mundo, as autoridades políticas retomam o poder, como se nada tivesse acontecido. As bruxas voltam para suas pedras na ilha, afinal, os humanos são patéticos. Donald Trump anuncia o triunfo dos EUA na guerra e declara que, apesar da ameaça, mais uma vez o capitalismo e a sociedade de consumo se provaram fortes e venceram.

Por fim, declara que bruxas são terroristas e que suas ideias de amor e educação são comunistas e devem ser erradicadas, pelo bem da sociedade. E todo o mundo acata, como sempre.

E assim, temos um feliz ano-novo!