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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Entre a realidade e a ficção, o mundo é uma ilusão comprada

 "A realidade é mais estranha que a ficção. A diferença entre a verdade e a ficção é que a ficção faz mais sentido". 

Mark Twain (1835-1910)


Mark Twain podia ter lá seus motivos particulares para preferir a ficção à realidade. Afinal, cada escritor tem seus próprios motivos. Imaginar é o que diferencia os seres humanos de todos os outros seres. 
Sim, imaginar, não racionalizar. 

Porque nossa razão é refém da imaginação e da emoção. Não vou me aprofundar nisso, mas se você quiser, reflita sobre o fato de que a razão simples, vamos pegar como exemplo a matemática, só se desenvolve por conta de uma "atração" do humano a este tipo de conteúdo. 

E atração não é razão, é emoção. 

Nos atraímos pelo racional, ou por qualquer outra coisa, porque imaginamos. Criamos em nossa mente uma ilusão projetada, a todo instante de nossas vidas. Desde o simples abrir os olhos pela manhã, até o que vamos comer quando sentimos fome. 

Mas, sobretudo, em nossos relacionamentos. O afeto é primeiramente imaginado. Queremos algo, logo, abrimos as portas do nosso ser para obter este algo. Um amor, por exemplo. Então, o corpo responde. Você bate o olhar em um fulaninho e seu coração acelera. Amor à primeira vista? Não, só uma resposta biológica à imaginação. 

Sua mente flutuou naquelas carnes do fulaninho e você imaginou instantaneamente o toque. O toque é o afeto consolidado. Tão antigo e tão desejado para todo mamífero que cresceu no útero quentinho de uma mãe e foi cuidado até que pudesse se cuidar sozinho. Sem o toque, sofremos de carência de existir. Se não nos tocássemos, poderíamos duvidar de nossa existência. 

O amor, então, meus caros, é apenas uma projeção do toque, que conduz nossa biologia ao desejo de efetivar esta projeção. Imaginamos o quanto seremos felizes ao consolidar este toque. Quando não consolidamos, o desejo permanece. E deve ser transferido, ou nos ferirá. 

Os escritores transferem o desejo não realizado para as palavras. As histórias nascem dos afetos não realizados, das carências latentes no ser humano. E é tão universal, que ler, assistir, escrever, imaginar faz parte do nosso dia a dia e a maioria das pessoas não percebe. 

Conheço muita gente que diz não gostar de ficção, mas pira em um livro de teoria da conspiração, acredita nas ideias mais estapafúrdias sobre dominação política e social. Estes são os mais fáceis de manipular, pois não conhecer o poder da ficção. O poder de criar a própria história e torná-la crível. 

Essa ilusão é vendida de várias formas e não só os incautos caem. Todo ser humano cai. Porque a carência afetiva é o que faz esse mundo girar. Faz ditadores ascenderem e caírem. Faz o racionalismo tentar esmagar o sentimentalismo. É flagrante e notório para quem consegue enxergar. 

O poder da ficção é o poder de criar o mundo. Criar os deuses. Deus é fruto deste poder. Acham que Deus criou o mundo e os humanos? Meus caros, é o contrário. Os humanos criaram Deus e o mundo. Deus é fruto da enorme carência afetiva do ser humano querendo um pai, um salvador, alguém para livrá-lo das dores e sofrimentos. 

Compra quem quer. Depois de saber que criamos os deuses, podemos continuar a acreditar em nossas criações. Ou não. Mas a maioria nunca chega a saber disso o suficiente para opinar. A ilusão já está comprada para ela e ela perdeu o recibo. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

No rastro da morte


O velho portão de metal dá acesso a uma rua asfaltada, por onde sobe a gente que caminha lentamente. Pelo caminho desviam de vendedores de serviços, velas, flores, planos, religiões enquanto olham as pequenas casas alinhadas, algumas enfeitadas por pequenas árvores, flores e monumentos de pedra e mármore. Cada uma tem um nome, ou vários, datas, às vezes uma frase. Apesar do movimento de feriado de Finados, o silêncio é imperante. Os 60 mil moradores do cemitério São Francisco de Assis, também conhecido por Cemitério do Itacorubi, descansam. Eternamente.

Debaixo de sol forte de início de novembro em Florianópolis, as pessoas procuram seus parentes e amigos.

- Débora, ele falou que é acabando o muro na segunda fileira.

- É pra cá, dava pra ver a rua.

- Não é pra lá, é ali embaixo.

- Pega o telefone e liga pra sua tia.

- Dia de Finados, o trabalho é muito. - diz o administrador do cemitério, Osmar Ferreira, olhos azuis e sotaque apressado de manezinho - É muita gente procurando informação.

Osmar rabisca em um mapa amarelado e roto sobre a mesa da casa amarela, à entrada do cemitério, de onde administra as pequenas moradas com ajuda de um computador. Administra os vivos "porque morto não incomoda". De estranho só o caso da vaca fantasma.

- Seu João, aquele ali - aponta para um dos funcionários - estava na ronda noturna quando me ligou dizendo que tinha uma vaca no cemitério. Eu disse a ele, João, você pega uma corda, laça a vaca e leva pro matadouro. Quando ele voltou, a vaca tinha sumido. Não caiu dentro de sepultura, por onde é que a vaca ia sair? Era uma vaca fantasma, né?

As poucas lápides com epitáfios parecem deixar falar os mortos. "Surfo agora nos mares do céu", diz Geraldo Oliveira. "A morte é apenas mudança", filosofa Charles Hartt. Outros jazigos falam por imagens. Têm brasões do Avaí, Palmeiras, Corinthians, Santos, Vasco, São Paulo. Alguns com guitarras em mármore, em metal, em desenho.

O que se pensa da vida e da morte pode-se resumir no cemitério. Até as divisões sociais. "As madames vêm dois, três dias antes do feriado de Finados para botar flor, arrumar. No feriado mesmo vem o povão", diz a vendedora de flores, Roseli Anhaia, em frente ao portão de metal. "A gente até pensa nisso quando seleciona os produtos pra vender. Traz os vasos mais chiques e caros antes, porque é o que elas gostam de comprar", Roseli revela sua estratégia de venda.

A ala da comunidade alemã é uma área reservada que parece um jardim, gramado milimetricamente aparado, arbustos podados, árvores grandes e estátuas de mármore branco. O cemitério já foi inaugurado com essa ala particular, em 18 de novembro de 1925.

- Quem foi o primeiro morto do cemitério? - pergunto ao administrador.

- Tá ali na primeira rua, Waldemar Vieira.

- Morrer custa caro?

- São R$ 280 por lote.

- R$ 280 pra ter onde cair morto. E quem não pode pagar?

- Quem não tem dinheiro, o município paga a gaveta.

Com a vaga garantida é a vez das funerárias. Elas cercam o cemitério, oferecendo seus préstimos na hora da morte. Se o cliente for previdente e planejar os funerais ainda em vida, paga mais barato, em prestações. O preço é tabelado pela prefeitura e varia de R$ 290 a R$ 3.980 por serviços como transporte, capela, preparação do morto e flores. Se o defunto for gordo, o preço aumenta em 60% porque o caixão é reforçado.

Quem não quiser ser enterrado pode escolher a cremação que sai por R$ 2.930 para o morto precavido que fez o plano. "Plano vitalício", explica o atendente com voz grave de agente funerário, para assegurar que o plano funerário não expira se a pessoa resolver não morrer pra já. Para quem morre de repente, sai mais caro, R$ 3.700.

As cinzas são entregues em uma urna para "levar à praia, se quiser", diz o agente. Mas, se o morto acinzentado não gostar de praia tem a opção de virar diamante, na Suíça, por R$ 12.000. Também há a opção de enviar as cinzas para o espaço em um foguete da Nasa. O serviço custa US$ 60.000, mas, pelo menos em Santa Catarina, ninguém nunca foi ao espaço depois de morto.

O morto que não tem tantas pretensões, ou não tem família, pode ficar descansado. O município é responsável pelo enterro de indigentes. Mesmo sem funerais, há lugar garantido na gaveta. Não é tão ruim assim. No cemitério mais famoso do mundo, o Père Lachaise, em Paris, a dançarina Isadora Duncan, morta em 1929, repousa em uma bela gaveta de mármore negro.

A sete palmos

Abrir um buraco com sete palmos de profundidade para enterrar os mortos é a forma mais comum de destinar os cadáveres desde a Pré-História, quando o  homem de Neandertal começou a pensar em coisas mais complexas. Nas diferentes culturas e civilizações que se seguiram a morte cumpriu um importante papel social e cultural.

O psicólogo Rodrigo Caputo aponta os rituais funerários em diferentes povos ao longo da história para afirmar que mesmo com diferenças culturais, a morte é tratada como um acontecimento social. "A maneira como uma sociedade se posiciona diante da morte e do morto tem um papel decisivo na constituição e na manutenção de sua própria identidade coletiva", afirma em seu artigo O homem e suas representações sobre a morte e o morrer.

No livro Cidades dos vivos, o professor de arquitetura da USP, Renato Cymbalista, explica que os cemitérios têm participação nessa identidade. Essas construções - na forma que conhecemos hoje - surgiram, no Brasil, a partir do século XIX quando em 1801 o príncipe regente de Portugal enviou uma carta ao governador da província de São Paulo ordenando que fosse construído um cemitério a certa distância da cidade para que "os miasmas pútridos que exalam os mortos" não afetassem a saúde dos vivos.

Segundo o professor essa foi uma grande novidade. A partir de então, os mortos passaram a ser mal-vindos, fedidos e perigosos à saúde dos vivos. A recomendação do príncipe regente fazia parte de uma mudança sanitarista que estava apenas começando na Europa naquele período, surgida da necessidade de se evitar epidemias como a Peste Bubônica, também chamada Peste Negra, que dizimou um terço da população europeia no século XVII.

Isso contribuiu para mudar a condição social do morto e a relação dos vivos com a morte na cultura europeia que influenciou fortemente a nossa, americana. "Além dos significados higiênico, monumental e religioso, os cemitérios públicos darão uma resposta urbanística a demandas de ordem afetiva, e os mortos reconquistam seu lugar dentro do organismo urbano. Morando em sua própria cidade, os mortos não são mais um problema. Ao contrário, são parte fundamental da solução urbanística de todas as cidades, que já não podem mais ser imaginadas sem seus cemitérios", reitera Cymbalista.

A cidade dos mortos do Itacorubi já não tem pra onde crescer. No lugar onde todos descansam, os únicos que trabalham são Osmar Ferreira e seus onze funcionários.

- Meu neto diz que sou o dono do cemitério - brinca Osmar.

São, em média, quatro mortos por dia que se mudam para a cidade. Não há espaço para novas sepulturas, apenas gavetas. Dos que chegam, 80% a 90% já têm o jazigo da família. Houve dois casos de funcionários que se aposentaram e pouco tempo depois voltaram para o cemitério. Para serem sepultados.

A morte instiga o mistério e o desconhecido. Provoca dúvidas, Um grupo de religiosos de paletó e gravata escuros debaixo de um sol escaldante se aproxima. Dizem ser representantes de Jesus Cristo. Dizem ter respostas, mas na verdade eram só perguntas. De onde vim? Para onde vou? O que faço aqui? São questões que movimentam não só as religiões, mas também setores da ciência. Afinal, morre o corpo e a alma, o espírito, a energia vital, vai pra onde?

 

A ciência e a morte

A proximidade do mundo científico com o espiritual tem um espaço garantido na física quântica, que veio ganhando espaço a partir da década de 1960. O professor indiano de física da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, Amit Goswami estuda a permanência da consciência após a morte e acredita que esse é o caminho para comprovar a reencarnação. Para ele a física quântica pode comprovar que sem a existência de um conjunto superior - algo que se pode chamar de Deus - o universo é inconsistente.

A questão da manutenção da consciência após a morte pode ser interpretada a partir da lei da conservação da matéria deduzida pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794). Segundo a lei, "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Quando o físico Isaac Newton publicou, em 1687, a Lei de Ação e Reação, talvez não pensasse que ela pudesse ser usada para explicar como funciona o carma. Mas no século XVII, a ciência e a religião eram tão unidas, que a igreja acabava sendo a grande detentora dos saberes científicos, além de se dedicar à física e à matemática, Newton também estudava teologia e alquimia. E costumava dizer que a verdadeira filosofia era pensar sobre a morte.

Não era uma forma inovadora de pensar. Os filósofos gregos Platão e Aristóteles tinham um vasto rol de pensamentos sobre o assunto e influenciam cientistas desde então. Eles enxergavam a morte como única certeza inevitável, já que não havia como escapar dela.

Em 1595, os ensaios de Michel de Montaigne foram publicados com uma grande quantidade de linhas dedicadas a meditar sobre a morte que, para ele, era o mesmo que meditar sobre a liberdade. “Nenhum mal atingirá quem na existência compreendeu que a privação da vida não é um mal; saber morrer nos exime de toda a sujeição e constrangimento”.

Outro cientista famoso, Albert Einstein, em seu livro Como vejo o mundo, revelou o que pensava dessa dualidade. "Afirmo que o sentimento religioso cósmico é o mais forte e mais nobre estímulo à pesquisa científica". 

Com a quantidade de perguntas que a morte instiga, não falta campo de pesquisa para a ciência. E pelo menos na medicina, onde o convívio com a morte é mais evidente, os avanços em pesquisa têm contribuído para trazer luz à hora da morte.

A única certeza desse mundo é que a gente vai morrer.

O coração para. A circulação do sangue também. As células do cérebro são as primeiras a morrer, levam de três a sete minutos. O sangue começa a se concentrar nas partes inferiores do corpo, causando palidez. Em três horas os músculos enrijecem. Em 24 horas o cadáver esfria. Conforme as células morrem, as bactérias começam a decompô-lo.


O momento da morte é descrito de várias formas pela medicina, até porque não se morre de um só jeito. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, OMS, a maior causa de morte no mundo é o câncer, em várias formas, seguido de doenças cardiovasculares. Isso significa que grande parte das pessoas morre em hospitais, ou passam por eles antes do fim. Muitos médicos continuam o tratamento dos pacientes mesmo com poucas chances de cura, mas aumenta o número de profissionais que concordam que quando há prognóstico reservado - que não há possibilidade de cura - prosseguir com o tratamento é prolongar o sofrimento do paciente.

Cuidar da qualidade de vida e de morte dos pacientes terminais é um dos princípios estabelecidos pela OMS sobre cuidados paliativos. A psicóloga Márcia Lisbôa confirma, em sua dissertação de mestrado, a importância de se aceitar, nesses casos, que não há cura. Ela estudou os efeitos terapêuticos dos rituais de despedida em iminência da morte em familiares de pacientes terminais no Hospital Universitário da UFSC e conclui que a despedida beneficia tanto os familiares quanto o paciente.

No artigo em que avalia, com sua equipe, as decisões médicas em casos onde a cura não é mais possível, a coordenadora da Residência Médica de Medicina Intensiva do Hospital Universitário de Florianópolis, Rachel Moritz, afirma que o fato de grande parte das mortes ocorrerem nos hospitais "tornou imprescindível que os profissionais dessas instituições aprendam a conviver e a tratar do indivíduo durante o processo do morrer". Também destaca que os cuidados com pacientes terminais dependem da "aceitação da finitude do ser humano e do reconhecimento da incapacidade médica de “curar sempre”.

A psicoterapeuta Bel Cesar no livro Morrer não se improvisa relata como a não aceitação da morte pode perturbar os últimos instantes de vida de uma pessoa. A autora trabalhou com pacientes terminais com vários tipos de doenças e relata alguns casos no livro, vividos por ela ou por outros profissionais.

Como o médico Roger Cole, que relata o caso de John, um rapaz de 26 anos com Aids, já muito debilitado, em estado terminal. O rapaz estava bastante revoltado pelo tratamento que ele sabia que não traria cura, só ia prolongar seu sofrimento, quando o médico conversou com ele. Depois de tentar conseguir respostas de John que fossem além de evasivas, o doutor percebeu que não adiantava falar em vida eterna, que para o paciente significava sofrimento eterno. Teria de dizer apenas o óbvio, ele estava morrendo e logo tudo terminaria. O rapaz aceitou melhor essas palavras que qualquer ajuda que haviam-lhe proporcionado, pois, finalmente alguém não lhe pedia para lutar uma batalha perdida. Ele morreu dois dias depois, com a família ao redor, tranquilamente. 

No livro Da Morte, Rubem Alves diz que a morte é nossa única conselheira. Quando temos a consciência de que vamos morrer, nos sentimos livres para não nos importar com mais nada. "O que você deve fazer, ao se sentir impaciente com alguma coisa, é voltar-se para a sua esquerda e pedir que a morte o aconselhe". Ou, como escreve Paulo Leminski em um poema, "morrer de vez em quando é a única coisa que me acalma".

No cemitério do Itacorubi, a cidade onde os moradores não respiram, os conselhos da morte aparecem nas lápides, as únicas que representam seus habitantes. De acordo com a família Barcellos, "encontrarás mais segurança e paz, garantindo-te o êxito no caminho da vida maior". Ironicamente, nas cidades dos vivos, a paz também é um conselho muito ouvido. Quem sabe ao ouvir as palavras da morte, viver tenha um novo sentido.



Reportagem produzida em dezembro de 2012, por Juliana Frandalozo,

"Para quem a vida sempre foi um mar sem fim"


Material jornalístico exclusivo do blog Universo Bizarro. Licença de uso: Trechos podem ser reproduzidos apenas com a citação obrigatória da fonte, acompanhada do permalink desta página. Reprodução integral somente com permissão da autora.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Hóstia alucinógena faz beatas atacarem padre na Itália

Hóstias produzidas com farinha contaminada por fungos provocaram alucinações no fiéis de uma igreja da região central da Itália. De acordo com o diário local Abruzzo24Ore, logo após a eucaristia (momento em que os fiéis tomam a hóstia), a igreja do Santo Espírito de Campobasso, virou no inferno: alguns testemunharam visões dos santos, outros abraçaram o crucifixo e duas idosas perseguiram o padre, batendo nele com suas bolsas e gritando: “Você é o demônio”.

Foi apurado que se tratou de um caso de “ergotismo”, uma intoxicação alimentar causada por farinhas de cereais contaminadas por esclerócios que atingem a safra do grão. Os organismos microscópicos contêm uma grande quantidade de fungos, perigosos para a saúde, entre os quais costumam encontrar-se muitos agentes psicotrópicos, parecidos com o ácido lisérgico, ou LSD.

Segundo informações dos agentes de segurança locais, é provável que a farinha utilizada para produzir as hóstias tivesse sido contaminada por estes agentes, capazes de provocar uma reação alucinógena em menos de um minuto.
Don Achille, o padre da Igreja de Campobasso, foi obrigado a se esconder na sacristia à espera da polícia. A retirada dos fiéis, a maioria dos quais perigosamente alterados, não foi tranquila, como informou a polícia da cidade, por causa dos ânimos exaltados. Um oficial comparou a confusão com aquelas ocorridas durante a reunião do G8, quando os militantes agarravam-se aos postes para não serem retirados do local.
Vi no Correio do Brasil


JK: Novo barato do momento:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Teólogo afirma que Evangelho só vale neste planeta

Às vésperas do planejamento de uma provável viagem de exploração de Marte, o teólogo francês Eresi’a di Grace afirma em seus estudos que o alcance do Evangelho e todos os mandamentos contidos na bíblia se restrigem ao planeta Terra, deixando os cosmonautas que se aventurarem em outros planetas livres para serem ateus sem medo de condenação.

“- A bíblia é clara quando diz que devemos ir por todo o mundo pregar o evangelho. Mas agora vivemos uma época pós-bíblica, onde astronautas e demais pessoas que se aventurarem a compor colônias exploratórias em outros planetas estarão completamente livres do cristianismo. Portanto fora deste planeta é licito cobiçar a mulher alheia, roubar, matar ou praticar sexo com animais.” – afirma Eresi’a em seu novo livro “Dane-se Deus… eu vou é pra Marte!“.

Motivados pelo estudo de Eresi’a, algumas denominações já planejam criar colônias de férias para pastores em Marte, visando aliviar a tensão provocada pela aparência de santidade necessária na condução do rebanho.
“- Seria uma benção poder sair de férias sem se preocupar em manter as aparências. Com certeza haverá uma diminuição nos casos de adultério, pois agora podemos esperar pacientemente pelas férias, onde as puladinhas de cerca não terão jurisdição bíblica para servirem de condenação para nós servos de Deus” – salienta o Pr João Fidelidade, titular da 1ª Igreja Intergaláctica do Império do Pastor.

Li tudo aqui no Genizah

JK: UmaFoca e os E.T.s amigos do blog estão se sentindo mais ateus que nunca.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Visão do "diabo" faz 11 pularem pela janela na França

Onze pessoas pularam pela janela de um apartamento em Versailles, subúrbio de Paris, após acreditarem ter visto o diabo, em um incidente ocorrido neste sábado e que terminou com a morte de um bebê de quatro meses, informou a polícia.

O pânico tomou conta dos moradores do apartamento, no segundo andar de um prédio, quando um homem sonolento que andava nu pela casa foi confundido com o diabo. O incidente ocorreu de madrugada, e ao que parece, o homem levantou para alimentar o filho que chorava na cama.

"Treze pessoas estavam no apartamento do segundo andar e por volta das três da manhã um dos ocupantes ouviu o filho chorar", explicou à AFP Odile Faivre, da promotoria de Versailles. "O homem em questão, de origem africana, se levantou para alimentar o filho e como estava totalmente nu, foi confundido com o diabo".
"O grupo atacou o homem e o feriu com uma facada na mão, antes de expulsá-lo do apartamento, mas ele tentou voltar e foi aí, que tomados pelo pânico, pularam pela janela", revelou Faivre. No incidente, um bebê de quatro meses morreu e outras sete pessoas sofreram traumatismos múltiplos.

Fonte: Folha Online


JK: Viram o que é a falta de comunicação? Era só perguntar pro cara se ele era o Diabo e o que queria. Ninguém mais dialoga nesse mundo? Nem os franceses!


JK 2: Não é sempre, mas neste caso, a frase se justifica: Religião é uma histeria coletiva. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Exterminador do Futuro salva Jesus Cristo

Vídeo De Quinta! com um clássico da comédia youtubeana: Como seria se o Exterminador do Futuro voltasse no tempo para proteger Jesus Cristo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ai Jisuis!

Jesus Cristo tem fotolog? Se tivesse, ele seria exatamente como no site Olha o Passarinho Jesus. Confira os vários clicks da figura mais conhecida, celebrada, glorificada, amada, copiada, imitada, etc, etc, etc, de todos os tempos.

E com comentários impagáveis.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Testes interessantes de verdade

O MSN tem um teste para meninas que avalia o quanto voce sabe sobre seu coprpo e o quanto sucumbe aos padrões exibidos na mídia.

Me surpreendeu. Não é aquele tipo de teste 'Revista Capricho', tipo: 'Você se veste bem na balada?' ou 'Qual é a melhor cor de cabelo', que te faz sentir raiva pelo desperdício de papel.

O teste dá informações interessantes de como a mídia tenta manipular a cabeça das mulheres para que se sintam feias, gordas e desajustadas para consumir os produtos de beleza que patrocinam as revistas e programas de moda.

Acho que essa situação tá mudando, porque como eu disse ali encima, a mídia 'tenta', mas não consegue mais alienar cabeças como antes. O público agora tem um acesso maior à informação com a internet e obviamente com mais info, adquire gosto mais seletivo e mais racional.

Desde que a internet se massificou, está ficando cada vez mais 'out' seguir tendências alheias, como ser extremamente magra ou andar como um cabide de grife. Antes saía uma tendência, como calça de cós baixo e as lojas só tinham isso prá vender e se você não usava isso estava totalmente por fora. Podem notar que hoje não há uma só tendência de moda, você pode vestir o que quiser pois encontra de tudo nas lojas. O estilo conta mais.

E isso tudo foi provocado pelo maior acesso à informação que a internet proporciona. Você não precisa mais gastar toda sua grana em livros e revistas caros, jornais e catálogos, tá tudo na internet. Creio que a internet contribui mais para educar e socializar informação que qualquer outro meio. Seguindo a linha UniB de pensar, beeem imparcial e beeeem obviamente neutra, chego à conclusão de que: Internet é deus e só o Google salva! (Posso fundar uma igreja com esse nome!)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Internet derruba Darwin na evolução

A internet não está apenas transformando a forma como as pessoas vivem, mas também alterando a maneira como o cérebro funciona, com uma mudança evolutiva que coloca o internauta em uma nova ordem social. Essa é definição de um estudo produzido pelo neurocientista da Universidade da Califórnia, Gary Small, especialista em função cerebral.

Apesar da tecnologia acelerar a aprendizagem e desenvolver a criatividade, o cientista afirma que a internet pode gerar problemas como a criação de amizades exclusivamente virtuais e o aumento de diagnósticos de DDA (Distúrbios do Déficit de Atenção).

Segundo Small, as pessoas que serão beneficiadas na próxima geração serão aquelas que conseguirem aliar habilidades sociais e tecnológicas. "Estamos vendo uma mudança evolutiva", diz.

O estudo com 24 adultos que usavam a web descobriu que os usuários mais experientes mostraram o dobro da atividade cerebral em áreas que controlam a tomada de decisões e de raciocínio. "Nós estamos mudando o ambiente. O jovem médio já gasta nove horas por dia expondo seu cérebro à tecnologia", afirma.

Small explica que existem medidas que podem resolver o problema da perda do contato humano e da capacidade de ler expressões emocionais e linguagem corporal. "Uma delas é diminuir o tempo com a tecnologia e ter um jantar em família, por exemplo, para encontrar um equilíbrio."

Fonte: Blog Mecânica Facil e Tecnologia


JK: Estou fundando uma religião, quem quiser entrar é só clicar no meu Google Adsense ao lado. O nome dela é: "Só a internet salva".

quinta-feira, 24 de julho de 2008

UniB presta homenagem

Eu acreditava que Dercy Gonçalves fosse uma highlander. Agora tenho certeza. Afinal quem chega aos 101 anos encostando o joelho no nariz é porque viverá para sempre, pois a mente já transcendeu a matéria.

O UniB presta uma homenagem à figura feminina mais bizarra de todos os tempos. Para isso o protocolo segue e atinge o momento mais solene, quando a homenageada recebe a máxima honraria que pode ser concedida pelo Universo Bizarro somente às maiores figuras:


Dercy Gonçalves, vai tomar no cu!!!

O cerimonial prossegue e lembramos um dos vários momentos marcantes de sua longa e produtiva vida. Quando ela foi homenageada por um samba-enredo da Escola de Samba Viradouro, do Rio de Janeiro. Nunca se viu tantos palavrões por metro quadrado. E os peitos de fora foram só um detalhe.


Afinal, não existe liberdade plena sem nudismo. E se existia um adjetivo que poderia chegar perto de traduzir essa Grande Figura é liberdade.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Print Screen Bizarro's indicator

Vou me especializar em Print Screen's. Ora, porque se eu contar ninguém acredita, só fazendo o print mesmo. Meu e-mail deve ter cara de pastor evangélico para eu receber um SPAM assim:
print screen controle total da igreja













Seguindo a linha Pequenas Igrejas, Grandes Negócios, acho que estou investindo meu dinheiro no lugar errado. Jornalismo só dá encrenca e prejuízo. Jornalista Ambiental é pior ainda, porque faz tudo pela 'causa'. Acho que vou mandar um email pedindo o orçamento...