Mostrando postagens com marcador vai dar merda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vai dar merda. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de agosto de 2024

Ansiedade e os olhos dos outros

 Faz um tempo, descobri que tenho uma condição neurotípica, Espectro Autista, para quem está familiarizado. Grau 1, o mais leve. Significa que consigo disfarçar razoavelmente bem, a ponto de dificultar o diagnóstico por muitos anos. 

Imagem de Alexander Antropov por Pixabay


Depois de descobri isso, comecei a perceber que a ansiedade que sinto ao conviver com humanos não é normal. E que minhas "birras" na infância que ocorriam quando eu não queria socializar não eram birras, era ansiedade. Que os tiques de corpo que tenho desde a infância e muitas vezes me constrangem, até hoje, tem um nome. E que sentir agonia com roupas apertadas, que envolvem o pescoço, ou que tem texturas específicas, não é motivo de autocensura. 

Enfim, várias outras características depois, descobri-me não tão estranha quanto muitos apontavam, mas uma pessoa absolutamente normal, com um diagnóstico que não exatamente significa a cura, mas uma adaptação mais eficaz. Não assumo para ninguém que sou Autista, pois as pessoas hoje acham que um diagnóstico é uma identidade e eu acho isso ridículo. 

Mas descobrir-me Autista me deixou mais confortável com minhas esquisitices e me deixou mais alerta para minha ansiedade. Por que me deixou mais alerta? Porque eu aprendi a disfarçar muito bem ao longo do tempo. As pessoas olham para mim e me veem como um poço de tranquilidade. Aprendi a modular a voz, treinei para falar como os melhores locutores e narradores. Desde criança, eu imitava a fala deles, fiz aulas de canto, fono e teatro, e assim, fui aprendendo a modular a voz de forma que ninguém que me ouça discursar sequer cogite que sou autista. 

Tenho boas expressões faciais e aprendi a sorrir largo, espremendo os olhos, pois assim é considerado o sorriso sincero. Foram muitas sessões de autocrítica para chegar neste nível de masking. 

Fiz balé para moderar os movimentos bruscos e caminhar de forma mais elegante e equilibrada. Fiz muitas aulas de tudo o que você consiga imaginar, para aprender a ser mais normal, como um humano normal. Minha maior dificuldade sempre foram os relacionamentos. É muito cansativo ter amigos, comparecer aos eventos que formam a amizade, cultivar o grupo. Tudo isso exige muita energia. Mas eu queria me relacionar, sempre careci de bons amigos. 

E sempre quis me desafiar. Sempre busquei fazer algo diferente. Eu tenho muitas zonas de conforto, mas me acostumei tanto a andar no desconfortável, que não me importava de me desafiar um pouco mais. 

Nunca tive a compreensão de um diagnóstico precoce. Desde criança, eu tive de me adaptar para não ficar de castigo, para não chatear as pessoas, para não ficar de lado dos grupos de brincadeiras, para não "ficar atrás" da irmã normal que socializava bem com todo mundo, para não parecer a pessoa esquisita do grupo. Para fingir que estava tudo bem e tirar o foco de mim, porque tudo o que eu queria era que me deixassem em paz, que respeitassem o meu espaço. 

Mas, você se acostuma a ter seu espaço desrespeitado. Você se acostuma a se fechar na sua mente, o único lugar que ninguém pode invadir. Pelo menos não quando você escolhe se fechar. E eu aprendi a me fechar para me proteger. Aprendi a transparecer calma e tranquilidade, quando eu só queria explodir. Quando eu só queria sair dali correndo e me isolar de tudo. 

Aprendi a mascarar tão bem que quase acreditei que era uma pessoa tranquila e relaxada. Em alguns momentos da minha vida, eu realmente me senti assim. Poucos, mas bons momentos. Mas então, a natureza inquieta da mente autista retornava, os tiques ressurgiam mais fortes, como se gritassem atenção, depois de um período de negligência. 

E tudo voltava. Ansiedade no topo, tiques no topo, estereotipias e dificuldades em manter os relacionamentos. 

Neste momento estou em um topo particularmente difícil. Sinto vontade de fugir e me esconder, mas a pressão do que devo concluir não me deixa em paz. Quero concluir, mas já não tenho mais força, nem energia. 

A mera noção dos olhos dos outros me faz perder o ritmo da respiração, faltar ar. A pressão embutida na mente desde a infância de que devo parecer normal, se tornou exaustiva. 

A pressão dos olhos dos outros se tornou um peso tão grande! E desde sempre me esforcei para fugir dos olhos dos outros. Mesmo assim, eles me perseguem. Enquanto eu quiser viver em meio aos humanos normais. Enquanto eu quiser me camuflar e participar. Enquanto eu quiser ter relacionamento e não me sentir só, devo me adaptar aos olhos dos outros. 

Mas por que algo que seria bom, como um relacionamento, se torna tão exaustivo para um autista? Por que não posso ter as duas coisas? A solidão compreensiva de mim comigo e um relacionamento companheiro e feliz? 

Estas são perguntas que aparecem nos momentos de crise, em que a ansiedade dói, literalmente, no corpo. Tem resposta? Não sei. Por enquanto, sei apenas que estou caminhando lentamente para o buraco. E posso apenas fazer duas coisas: cair de uma vez ou buscar ajuda externa para me afastar do buraco. 

No ritmo em que estou, a queda é inevitável, mas talvez demore ainda um tanto e vai prolongar esse sofrimento. Então, me resta a ajuda externa. 

Nunca confiei em médicos. Vou até eles. Mas nunca confio neles. São limitados e carentes de autoridade. Psiquiatras, neurologistas, endócrinos, etc... Os mais carentes são os dermatologistas. Patéticos. 

E terapeutas? Os piores! Psicólogos, todos os que conheci, completamente desequilibrados. Nada confiáveis, lentos em entender, torpes em sua lentidão, com julgamentos prontos, presos a seus preconceitos freudianos, jungianos, gestaltianos, etc...


Mesmo assim, às vezes, os procuro, mesmo sem confiar. Vou até eles com uma lista. Recito a lista, direciono seus achismos, pois descobri que assim os odeio menos. Já chego dizendo que tenho uma lista. E assim, tomo seus remédios, úteis apenas para os sintomas, nunca para a causa. 

A causa, meus queridos, está lá dentro, ninguém nunca saberá, a não ser você mesmo. Desde cedo, percebi que ninguém podia me ajudar, a não ser eu. Que o conhecimento era muito útil e continuar aprendendo me tornaria menos infeliz. Mas que há certas coisas que não adianta o quanto se tente, não estamos no ponto para aprender. 

Que ajuda externa é bom, mas apenas em momentos pontuais. Depender demais disso é burrice, dependência, vício, carência afetiva mal resolvida. 

Que depender dos outros é a pior coisa que você pode fazer por si mesmo. Mas você não é a pessoa mais inteligente do universo, então, se liga que o buraco está sempre a um passo seu para seu próprio umbigo. 

Que por mais que eu sofra, não vou desistir de continuar me adaptando. Pois não quero ser um arbusto, uma moita de bambu no meio da tempestade. Quero me levantar e sair andando quando eu quiser, para onde bem entender. 

Autismo não é identidade, é uma condição limitante. O que faço é entender esses limites e ir tateando até expandi-los, às vezes com carinho, às vezes na porrada mesmo. Porque toda condição existe para ensinar, não para se acomodar nela. 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Manezinho, povo mesquinho

 Minha rima é válida, porque é real. Basta ver um velho morrer no Ribeirão da Ilha pra já notar a mesquinheza do povo manezinho, esse que nasce na ilha de Santa Catarina, Florianópolis, para os menos chegados. 

O defunto mal esfriou, às vezes o passante nem morreu, e lá vão os parentes procurar saber o que vão ter de herança. Nunca vi povo mais mesquinho nas minhas andanças pelo Brasil. Enriquecem à custa de herança, se desentendem por herança, matam por herança. 

Trabalhar que é bom, aí é difícil, porque manezinho bom é manezinho preguiçoso. Reclama de tudo. A tainha alheia é sempre maior. Os turistas infestam nossas praias, mas vamos aumentar o valor dos aluguéis pra explorar o pobre coitado de férias. 200 reais um prato de peixe numa dessas vias gastronômicas. Vamos vender os terrenos invadidos e herdados para construir condomínio e ah, plano diretor, preservar a mata pra quê? 

É, se fosse pelos manezinhos, a ilha de Floripa já teria virado a Ilha de Páscoa, inerte, sem vida, sem árvores, só com ilhéus "típicos" pra cobrar caro numa tainha xôxa e num hotel de besta. O atendimento ao cliente tão ruim que o cliente quase pede desculpa por comprar. 

Esse é o manezinho. 

Ah, mas você só foca na negatividade, deve ter coisa boa. Coisa boa só quando o manezinho vai embora da ilha. Porque daí, pode ser que ele tenha um choque cultural e comece a enxergar sua pequeneza diante do mundo e ser menos mesquinho. 

Pois é, só que isso não acontece. Não com o manezinho. Olha bem, Floripa é um paraíso. Minha tainha vai ser sempre melhor que qualquer peixe metido a besta. 

Então, é isso, não tem coisa boa. Nem manezinho morto é manezinho bom, porque os parentes, os mesmos que querem só a herança do defunto, só falam mal da criatura. 

Eles dão um jeito de se autodestruírem. 

domingo, 21 de abril de 2024

Quando a felicidade é comprar e o mito do mindfulness

No post anterior, eu falei sobre a paz mundial relacionada à liberação do sexo anal e este assunto é só mais um dos que eu considero essenciais para a construção da paz. Agora, este blog se chama Universo Bizarro, então, você pode levar a sério o que digo, ou fuder para isso e dar umas boas risadas. Qualquer um dos resultados tá valendo. 

Na busca por entender a paz, inevitavelmente passamos pela análise do ser humano, esta figura complexa e completamente descartável para o mundo. Sim, descartável. Se a raça humana se extinguisse de repente, o mundo continuaria numa boa, na verdade, bem melhor. Somos descartáveis, muito mais do que as formigas, as abelhas e com certeza muito mais que os vermes. 

Você pode ler isso com uma sensação niilista depressiva ou com uma sensação de liberdade, a escolha é sua. Como eu odeio os niilistas, fico com a sensação de liberdade. 

Coisa mais boa saber que nada nem ninguém depende de mim! Que estou livre para escolher o caminho que for e que o impacto disso na vida dos outros é insignificante! Ahh... liberdade é isso. 

Mas, tem gente que acha que liberdade é ter dinheiro pra comprar tudo o que quiser. Eu não as recrimino (muito) por isso. Mas vejo como são tapadas. Porque dinheiro é uma prisão. Olha só a sua vida: quando você era criança e não lidava com dinheiro, você era bem mais livre do que é agora, como adulto, não é? 

Não tinha que vender seu tempo, agradar pessoas tolas, cumprir metas estúpidas, vender produtos que ninguém quer, ou cumprir burocracias que ninguém gosta. Isso tudo por dinheiro. 

Aí, se você ganha bem, tem dinheiro, faz aquela viagem legal, gasta tudo em hotel, comidas, roupas caras, carro novo, uma casa luxuosa, serviços de entrega, streaming, atendimento em domicílio, etc...  Mas apenas no seu parco tempo livre. Cadê a liberdade? 

E se você não ganha bem, o que é a realidade da maioria, digo, 95% da população brasileira, você não vai ter nem dinheiro suficiente, nem tempo para liberdade, você é um pobre assalariado em regime semiaberto. Vai pra casa apenas para dormir. 

E aí mora num cubículo empilhado, também chamado de apartamento, no qual não pode nem abrir as janelas, porque o prédio da frente é tão próximo que seu vizinho poderia opinar sobre a cor de suas meias se suas cortinas estivessem abertas. O condomínio é cheio de regras, não pode nem pendurar a roupa no varal. Não tem um jardim, a menos que haja um gramado para os cães cagarem. E tudo o que lhe resta para o lazer no seu parco tempo de folga é comprar. 

Sair pra comprar, ou comprar em casa, tanto faz. Você compra o streaming para maratonar séries por horas a fio (e falavam que a TV de antigamente abitolava o cérebro), compra a comida pronta, entregue na sua porta, compra a rebimboca da parafuseta e o serviço do encanador pelo site de compras online. 

E se sai... bom, você provavelmente não vai a um parque ou a uma praia. Sai para comprar. Porque a sensação de estar fazendo algo útil é maior (já leu Domenico De Masi?). O tempo de ócio, o tempo "inútil", em que você apenas se deita no gramado ou na areia e fica olhando o céu, sem fazer absolutamente nada é errado! É pecado! O que diria seu chefe, sua família, seus amigos? Que você é vagabundo, vive chapado, não leva nada a sério, veio ao mundo a passeio. 

Eles não diriam que você é feliz por contemplar o céu no seu tempo livre. Mas diriam que você é feliz porque comprou um carro novo. 

Porra, tenho tanto ódio de gente assim que mal consigo continuar escrevendo. Mas vou continuar, porque tenho compaixão por você, pobre ser abitolado no mundo das compras, a pretensa felicidade enfiada na sua cabeça por sua bolha social. 

Comprar não traz felicidade. Traz dívidas. Você tem uma liberação momentânea de dopamina e só. Depois você volta a buscar mais itens para comprar, porque a sensação de prazer já passou, é muito fraca, é muito pouca. E você se vicia em compras, em streaming, em comida rápida, em consumo veloz. 

Sabe, é por isso que a geração de hoje acumula menos dinheiro que as anteriores. Gastamos mais com prazer do que com bens. Não digo que isso é ruim, pois considero ambos os gastos, bens e prazer, uma ilusão. Ilusão de felicidade, de poder, de prazer. Gente, sério, se vocês fizessem sexo com pessoas significativas, aquelas que amam vocês de verdade, não teriam tanta fome de prazer falso. Se vocês tivessem um senso de espiritualidade, aquele êxtase espiritual, ou religioso que se experimenta na completude não material, vocês teriam felicidade a longo prazo. 

Hoje falam muito sobre viver o agora, o poder da presença, mindfulness, mente presente, mas entendem tudo errado. Porque mindfulness virou um negócio, um produto chulo, vendido por falsos gurus, profetas do agora, da felicidade instantânea. E outra vez, você compra a felicidade. 

Mindfulness é uma versão nutella bem barata de zen, de Budismo, saibam disso. Mas na sociedade cristã puritana, Budismo deve ser pecado, porque acham que Buda é uma espécie de Deus que rivaliza com o tal barbudo monogâmico patriarcal, então, cortaram a raiz e a filosofia do que chamam de mindfulness e resolveram ensinar o poder do agora, a mente presente sem filosofia. 

Só senta e curte a vista. Como um retardado qualquer.

Pronto, você comprou a felicidade mindfulness e pode se considerar feliz, porque funciona por um tempo. Mas como tudo que é vazio por ter sido arrancado de suas raízes, funciona por pouco tempo. A mente humana, essa danadinha, é inquieta e começa a se questionar: ok, é só isso? E logo, você estará querendo mais e mais. Vai pagar retiros caros de Yoga com mindfulness, fazer viagens à Índia onde conhecerá ashrams mágicos de cura ayurveda e vai voltar vestindo roupas baratas e coloridas cheirando a incenso. 

Outra vez, você comprou a felicidade. Mas é um produto, a dopamina da aquisição dura pouco. 

Percebeu que é um ciclo sem fim? 

Você não pode comprar a felicidade! Porque a verdadeira felicidade te liberta. Você se sente livre, não preso a um monte de dívidas e a necessidade de estar sempre em um lugar assim ou assado, com pessoas zés ou marias. Você é feliz por si, zerou suas carências afetivas, zerou sua fome de tudo, suas expectativas e nem por isso está doente, em depressão. Não espera nada, não quer ter nada, mas é feliz.

Sim, isso existe. Mas não vou entregar o caminho, porque não existe um caminho. Existem vários e cada um deve seguir o seu, na medida em que caminha. Ter a mente aberta e a percepção de liberdade, o objetivo de se libertar, sempre à frente. Não mais aceitar as coisas, as opiniões sem questionar, mas nem por isso se tornar um chato, reclamando de tudo e de todos. Não é se bastar, nada disso. É perceber que você é só uma migalha no universo e ao lado de todas as outras migalhas, forma um pãozinho. Sem a pretensão de ser alguém importante, você descarta o seu ego, construído por valores sociais feitos para deitar as pessoas em cabrestos. 

Os valores sociais só existem para te tornar infeliz e escravo da busca por sanar suas carências que jamais serão sanadas. 

Cabe a cada um questionar o que te aprisiona e romper suas próprias algemas. Não adianta buscar no outro um salvador, nem deuses te salvarão. No máximo, eles te ajudarão a refletir. Mas se você não provocar sua mudança, ninguém fará. 

Ser feliz é perceber que somos menos importantes que insetos neste mundo e não se chatear com isso. 


sábado, 20 de abril de 2024

O caminho para a paz mundial pela verdade sobre sexo, testosterona e fuder para regras e algoritmos

Vocês fazem ideia que este blog já tem 20 anos? É o auge da testosterona para um jovem, pequeno padawan! Mas, o auge da testosterona não significa melhores experiências. Talvez mais, talvez mais rápidas. Melhores, hahaha, no. 

Então, vamos falar de sexo. Porque parte das pessoas que buscam no google por "bizarro", buscam "sexo bizarro" e este blog tem devido muito neste assunto. Um assunto tão banal, trivial, sexo, a origem de muitos seres. E devido aos algoritmos puritanos das mídias sociais, quando se fala em sexo e correlatos no youtube e Instagram tem que falar em uma linguagem cifrada, tipo, s3x0, para não ser punido pelo algoritmo puritano amém. 

Só que aqui no UniB, estamos fudendo para o algoritmo, para o número de curtidas ou seguidores. Nem leitores nos interessam. Se você está lendo isso, parabéns, não dou a mínima pra você. Estamos há 20 anos online, cagando e andando para a popularidade e tendemos a continuar assim e piores. Porque decidimos envelhecer no modo Dercy Gonçalves, a musa insuperável da velhice "tô fudendo para regras". 

E por que quero falar de sexo? Porque me deu na telha. E porque acho um assunto subvalorizado. 

Quando se fala em sexo com gente subdesenvolvida sexualmente, eles riem, fazem piada. Ou, os reprimidos se fazem de escandalizados. As donas de casa belas, recatadas e do lar são contra. Mas lá no fundo da gaveta da cozinha guardam a trilogia dos Cinquenta tons de cinza e aquelas safadezas literárias do gênero pornô para donas de casa. 

Eu sei, porque escrevo. Escrevo muito de tudo. Inclusive ficção. Lógico que meus trabalhos profissionais não cagam para regras, porque a lei capitalista é simples: resultado = grana. E resultado literário é leitores e influência, curtidas, cliques, escrotices banais da vida social media. Mas aqui, a regra é clara: 

fodam-se as regras. 

Por isso, o texto não tem estrutura, começo, meio e fim, nem mesmo revisão tem. mas se quero falar de sexo, falo o que quero, não o que me pagam pra fazer, porque não sou profissional do sexo, mas do texto. 

O fato é que, faz um tempo, percebi o quanto é escrota essa lógica de pau na vagina, boca no pau, boca na vagina. E comecei a pensar que pau no cu tem muita validade. 

Não falo só de sexo gay, mas de sexo anal de todos os tipos, inclusive aquele com os brinquedos eróticos. E olha que tem cada tamanho que se chega a duvidar que entre. 

E, juro juradinho que essa lógica do pau no cu abriu meus horizontes literários. 

Não falo de literatura pornô, porque nunca publiquei nada neste sentido, mas minha visão de mundo se ampliou por causa disso. E então, comecei a considerar nas minhas obras de ficção o poliamor, o multipoliamor e o amor desapegado não escroto, que não é um Pau Amigo, mas um Pau Parceiro que está sempre contigo, mas que aceita sua liberdade de amar. 

É, porque sexo só é sexo se o coitado tem por volta de 20 anos, muita testosterona e pouca experiência, na qual as rapidinhas não são opções, mas é o que dá pra fazer de pé no banheiro de uma boate. 

Sexo só é sexo se a pessoa tem a autoestima tão baixa que só uma boa punheta e um filme pornô não satisfazem sua carência afetiva e precisa de outra pessoa para gozar e fingir que é atraente para alguém. Mesmo sabendo que essa outra pessoa deve estar imaginando uma cena com um grande galã pra topar transar. 

E aí chegamos no ponto onde a vaca torce o rabo: sexo sem imaginação é só testosterona em ação. Acompanha meu raciocínio: a pessoa que quer transar alucina que a outra quer também. É aquele olhar, aquela língua nos lábios, uma mãozinha no pescoço e puft! Mão na coisa, coisa na mão, coisa na coisa. 

E quem acredita em amor à primeira vista, sinto muito, você acredita em alucinações. Só isso. É só testosterona, aquele tesão que acomete homens e mulheres, independente do gênero. 

Sexo bom é sexo de ficção literária. Sexo de imaginação, que pode ser o que quiser, que o tamanho do pau é sempre enorme, o homem é sempre viril e bem disposto, a mulher nunca sente sono ou está cansada, menos ainda menstruada, as preliminares são intensas e criativas, os buracos são sempre encaixes perfeitos e os brinquedinhos funcionam (porque na realidade, eles duram bem pouco quando vibram). 

Porque o sexo de verdade exige uma energia que você só se esforça pra ter no início da relação. Depois do parceiro fidelizado, o sexo vai ficando mais rápido, mais raro, menos criativo. E como neste mundo ninguém está ficando mais novo, a lei da gravidade age sobre os corpos, bolas caem, peitos despencam, panças crescem e como não vemos terceira idade nos filmes hot, achamos que velhos não transam. 

Só que a imaginação continua forte na terceira idade, é claro. E se for uma velhice Dercy Gonçalves, ah, essa vale a pena. Tem muita gente de 20 e poucos que não tem o vigor de uma velha como a Dercy. São múmias, meio mortas, meio vivas, fazendo tudo conforme a cartilha do politicamente correto, tentando se encaixar para ser aceito. Falta imaginação, criatividade e um gozar além do sexo nessas vidas. 

Por isso, acho que sexo e criatividade, tesão pela vida, são parceiros inseparáveis. Distribuam pênis de borracha para os políticos que fazem guerra e eles vão aliviar sua testosterona em um bom anal. Quem sabe o que Putin, Netanyahu e companhia fariam se realmente pudessem dar uma boa trepada? Liberem o sexo anal de todo preconceito, liberem todos os buracos para entrada! 

E a criatividade invadirá o íntimo do ser humano. Enfim, este é o caminho para a paz mundial. 

E da próxima vez que você ouvir uma miss falando que deseja a paz mundial, pense no papel do sexo nisso. Vamos botar pra fuder!


sexta-feira, 12 de maio de 2023

Se cada um for um...

 Vivemos em um mundo estranho. 

Aqui, a virtualidade importa mais que a realidade. 

Aqui, cada um é um, se der sua opinião. 

Mesmo que fajuta. Mesmo que ignóbil. Mesmo que racista. Mesmo que machista. 

Mesmo que seja um monte de lixo saindo de uma latina pútrida. 

Vivemos sem querer viver, mas querendo aparecer. 

Aparecer por fazer o mal feito. 

Por ser o miserável, o pior exemplo, o mais escroto. 

Mas, desde que tenha seguidores: 

minha bunda é sua bunda;

minha desgraça vale likes; 

minha alegria é ter, consumir, ostentar; 

encher a cara de bebida, remédio, drogas, séries. 

E dizer que se foda, que sou assim e nunca vou mudar. 

Nessa vida sem sentido, esse é todo sentido que a internet vai te dar.  



domingo, 11 de novembro de 2018

Como somos caretas: doutrinação, censura e liberdade

As novas gerações são muito caretas. Muito mais do que a geração de nosso pais e de nossos avós, que passaram pelo Movimento Hippie, anos 1960-1970. Sim, mesmo com maior aceitação de LGBTs e afins, somos muito, mas muito mais caretas e medrosos hoje.

E por que temos medo? Porque existem mídias sociais online, prontas para compartilhar aquele seu momento mico com todas as pessoas do mundo. E para sempre! Um mico seu, pode destruir sua carreira, seu status social, sua timeline e sua vida. Por isso, as pessoas se tornaram medrosas, politicamente corretas, no modo hipócrita de ser, escondendo quem são, para sair bem na foto. Porque tudo o que você postar pode e será usado contra você em algum momento.

Mas elas nunca conseguem esconder quem são por muito tempo. E agora, vemos muita gente que se escondia por detrás de uma fachada de "pessoa de bem", mostrar o que realmente é. 

Neste exato momento, isso acontece por conta da polarização política em que vivemos. E não, essa polarização não é esquerda-direita, pois a maioria dos brasileiros é burra demais para entender o básico sobre o que significa ser direita ou esquerda. Pra se ter ideia, tem gente que ainda teme a "ameaça comunista". Não vou nem explicar o motivo disso ser tão século passado. Quem não souber e tiver interesse, vai estudar história!

A polarização política que vivemos agora é Ignorância X Liberdade de Pensamento.

Por um lado, o Polo da Ignorância (PI, para abreviar) nos mostra, por meio de fake news, como as pessoas são frágeis em suas ideias, alguns chegam a ser ignorantes com educação, analfabetos políticos na política. Seguem a emoção, nunca a razão, por isso, tomam decisões prejudiciais. Pensam apenas no imediato, não têm visão de futuro. Dão opinião sobre tudo, mas não entendem conceitos básicos e fundamentais. Não leem, não conhecem história, não sabem a diferença entre informação e opinião, não se dão ao trabalho de compreender a raiz, o rastro de seu pensamento.

Não sabem e não querem rastrear suas ideias, pois o que querem é apenas ter uma opinião. Vai ser, obviamente uma opinião preconceituosa, pois não há conceito nela, será sempre um pré-conceito de tudo. Por isso, são pessoas que gostam de rotular as outras, já que não conseguem entender o que há por trás dos rótulos.

No outro polo, o da Liberdade de Pensamento, que vamos chamar de PLP. Pessoas que discordam do que as massas dizem. Porque as massas são sempre manada e o efeito manada é sempre ignorante. Esse polo não pode ser definido por rótulos, ele abriga pessoas muito diferentes e que mudam de opinião quando encontram argumentos que as fazem refletir. Eles rasgam os rótulos para entender o que existe em cada um deles. Não se fixam a ideias preconcebidas, porque reconhecem a raiz de uma ideia, no momento em que ela aparece.

Por exemplo: quando alguém diz que é contra a doutrinação nas escolas e que os alunos devem filmar e expor os professores que eles consideram "doutrinários", o PLP grita: CENSURA! O PI não vai entender, porque não entende que o que está fazendo, ao expor professores é censura, acha que está apenas "combatendo a doutrinação". Só que, vamos parar para pensar: Se a pessoa está ouvindo um professor "doutrinar" e discorda dele, isso é mesmo doutrinação?

Vou facilitar e dar a resposta: NÃO! Doutrinação é quando alguém incute na mente de outra pessoa, por meios verbais e não-verbais, uma doutrina específica, por exemplo a da censura. O doutrinado, neste caso, não vai reconhecer que está sendo doutrinado, pois está sendo manipulado pelo medo. Então, quem está doutrinando quem?

Os professores, dos quais podemos discordar livremente, ou a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL), que está transgredindo leis e sendo seguida por uma manada de pessoas que ignoram o que é doutrinação? Não sei onde e como ela estudou, mas parece ter fugido da biblioteca, pois ela própria seria denunciada por doutrinação, pelo que ela faz em sala de aula.

Sabe o que é bom do PLP? Ele permite que você pense e reflita livremente, discordando abertamente da doutrinação, se assim desejar. Mas se opor à doutrinação, não é impor as suas ideias pelo grito. É abraçar a liberdade. E apenas temos liberdade, quando há respeito.

E respeito basicamente é: cuidar da própria vida e não meter o bedelho na vida alheia. Você pode até defender a censura, mas defenda-a para si mesmo. Você tem a liberdade de se censurar, mas não tente usar a sua régua para outras pessoas que não querem censura.

Com liberdade, você pode ser o que quiser. Mas seja você mesmo e viva o que você acredita.

Se você é contra a corrupção, ótimo! Comece não sendo corrupto. Se você quer violência, viva a sua violência, mas não agrida os outros. Você quer uma arma, use a sua arma para si mesmo, mas não aponte para quem não quer. Você é contra os direitos humanos? Então exerça sua liberdade de viver como um animal, explorado e manipulado, mas não se meta na vida dos humanos que querem seus direitos básicos garantidos.  

Quer ser contra a doutrinação? Então não doutrine.

Isso é liberdade, é exercer o pensamento livre, ao invés da ignorância.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Revezes de ano-novo - o retorno ;)

O caro leitor mais antigo talvez se lembre de uma tradição natalina, que costumava figurar no blog, de fazer previsões para o ano-novo. Mas nossas previsões, é claro, tinham o modo bizarro ligado, dá só uma conferida no nosso Princípio dos Revezes de Ano-novo:

"Todas as previsões feitas neste blog não se confirmarão. Dessa forma, fá-la-emos sempre ao contrário do que desejá-la-emos que aconteça, para garantir a minimização de coisas ruins de grande monta no ano vindouro. Esta determinação chamar-se-á: Revezes de Ano-novo".

Então, depois de ler os nobres escritos da tábula na qual foi postulado o Princípio dos Revezes de Ano-novo, vamos quebrar a banca e fazer as previsões para 2017! Só que, dessa vez, será um pouco diferente. Acompanhe!

Janeiro: Mês desagradável! Com milhares de turistas na ilha de Florianópolis, superlotando o trânsito, um grande incêndio se formará na Avenida Beira Mar Norte. Mais de mil carros estarão envolvidos. O incêndio se espalhará até atingir as duas pontes, única forma de acesso à ilha, pois a terceira ponte é só cartão postal, e todos ficarão isolados por dias. Muitos fracassarão na tentativa de fugir a nado e um apocalipse zumbi surgirá na ilha. As autoridades detonarão as três pontes, para prender todos os zumbis na ilha e somente um ser humano restará, com seu fiel cão pastor: Will Smith. Porque ele é a lenda!

Fevereiro: Mês zumbizento. As autoridades não contavam com a capacidade de zumbis atravessarem o canal do estreito até o continente. Os zumbis começarão sua conquista pelos habitantes de São José que, vocês sabem, vão demorar a entender o que está acontecendo, porque afinal, são de São José, não sabem nem dirigir direito. No fim do mês, chegarão a Blumenau, onde vão organizar uma grande festa zumbi, eliminando de vez a OktoberFest do mapa, para estabelecer a Zumbifest.

Março: Mês agourento. O carnaval será cancelado. Bem, não tem coisa pior para acontecer no mundo do que o carnaval ser cancelado, então milhares sucumbirão à única data que restará dos festejos de momo: quarta-feira de cinzas. Momo mesmo, perdeu 100 quilos e, consequentemente, o trono. Sua mulata virou feminista e nunca mais vai posar de biquíni ao lado dele, pois "a mídia que se exploda, eu não sou um objeto". Nenhuma outra mulata jamais posará de biquíni e salto alto novamente, pois "mulheres mandam e que se foda o que vocês pensam".

Abril: Mês descerebrado. Durante o mês de março, enquanto todos se lamentavam por não ter mais carnaval, o apocalipse zumbi chegou, devagar e sempre, ao sudeste do país. Aí, entraram numa rixa com os paulistanos, porque eles ficaram naquela lenga-lenga de "meu, cês não sabem o que é cidade grande". Obviamente, os zumbis nem ouviram o que os paulistanos disseram e devoraram seus, já pequenos, cérebros. Assim, foram naturalmente para o Rio de Janeiro, onde foi meio difícil devorar cérebros, pois o tráfico e a violência urbana já tinham devorado grande parte. Assim, com baixa resistência no sudeste, zumbis partem com tudo para tomar o restante do país.

Na fronteira sul do país, os humanos resistem, já que gaúcho é macho até debaixo de outro macho, diz o ditado. Mas uma infiltração de zumbis em meio ao charque, pega a República dos Pampas de surpresa e todo o cone sul, dependente de churrasco cai, inevitavelmente.

Maio: Mês do cão. Os zumbis chegam a Brasília. Não faz muita diferença no cenário da capital, mas podemos ver uma nítida melhora nos discursos do Senado e da Câmara. Como a cadeira de presidente estava vaga novamente, os zumbis elegem um cachorro zumbi como presidente do Brasil. Donald Trump envia um WhatsApp parabenizando-o pela posse. Logo em seguida, o serviço de WhatsApp cai no Brasil, levando grande parte da população não zumbi ao suicídio. Ninguém sabe o que aconteceu com os políticos de Brasília, mas acredita-se que muitos tenham se revelado zumbis, aproveitando a onda. Rolou muita selfie com zumbis, já que é moda, né?

Junho: Mês explosivo. O primeiro zumbi ultrapassa as fronteiras do pais. Os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, declaram guerra à Venezuela, porque o zumbi chegou, não por causa do petróleo.

Julho: Mês da moda. Os zumbis dominam o setor de telecomunicações e aeronáutica e se espalham pelo mundo, criando uma grande moda zumbi. Humano que não é zumbi, entra na moda, só para não ficar de fora da onda. As autoridades políticas do mundo revelam que, na verdade, já eram zumbis disfarçados de humanos e mantinham o sistema capitalista e o modo de consumo ostentação para transformar as pessoas lentamente em zumbis. Todos comemoram a novidade, pois buscavam um sentido para suas vidas consumistas.

Agosto: Mês da rebeldia. Bem, todo mundo sabe que agosto é o mês do desgosto,assim, um grupo de loucos alternativos resolve ir contra a moda zumbi. Começam a usar capacetes de metal, inspirados no Magneto, para que os zumbis não tenham acesso a seus cérebros. A eles se unem as guerrilhas ambientais, que vocês sabem, são sempre contra zumbis, e tomam o poder em vários países. No Brasil, ninguém consegue destituir o cachorro do Planalto, então os zumbis continuam mandando.

Com os rebeldes no poder, o que era moda vai se transformando em démodé, e como ninguém quer ser démodé, quem se fingia de zumbi começa a buscar outra moda para se situar.

Setembro: Mês de virada. Uma lei árabe diz que durante o Ramadã, zumbis não podem se multiplicar. Mas não adianta muita coisa, pois acaba-se descobrindo que zumbis são mais ou menos como Gremlins: molhou depois da meia noite, multiplicou o bicho. A moda zumbi encontra seu declínio: humanos se revoltam contra zumbis, pois está faltando cérebros no mercado.

Outubro: Mês de guerra. Humanos, liderados pelos rebeldes se voltam contra a moda zumbi e decidem atacá-los com as forças armadas. Como todo mundo sabe, as forças armadas não funcionam nem contra o Godzilla, então é necessário criar um super-herói japonês, ao estilo Ultraman, para salvar o mundo. Também surgem os esquadrões super sentai e outros heróis cheios de chacra, cosmos, ki e energia espiritual, mas nenhum deles consegue, nem com uma super Genki dama.

Donald Trump, que estava em guerra com a Venezuela, decide que zumbis são os novos terroristas do mundo e determina que os EUA estão em guerra contra o terror. Atrasado, como sempre, somente chega, quando todos já foram derrotados e resolve posar de salvador do mundo.

Novembro: Mês subversivo. Finalmente, uma resposta efetiva ao apocalipse zumbi. As bruxas da ilha da magia, também conhecida como Florianópolis, o marco zero do apocalipse zumbi, saíram de seus esconderijos nas pedras e resolveram aplicar suas magias para salvar o mundo. Descobre-se que tudo o que os zumbis precisam é de um cafuné na cabeça e um livro pra ler, pois são seres carentes de amor e educação. Milhões de zumbis retornam a seus lares, tornando-se humanos melhores.

O serviço de WhatsApp retorna, mas não é mais o mesmo. Agora só circulam correntes fake e memes antigos e ninguém mais tem saco pra ler. Com isso, o WhatsApp decide encerrar suas atividades, após declínio massivo de usuários.

Dezembro: Mês de faxina. Com toda a bagunça que os zumbis fizeram pelo mundo, as autoridades políticas retomam o poder, como se nada tivesse acontecido. As bruxas voltam para suas pedras na ilha, afinal, os humanos são patéticos e elas têm paciência curta. Donald Trump anuncia o triunfo dos EUA na guerra e declara que, apesar da ameaça, mais uma vez o capitalismo e a sociedade de consumo se provaram fortes e venceram.

Por fim, declara que bruxas são terroristas e que suas ideias de amor e educação são comunistas e devem ser erradicadas, pelo bem da sociedade. E todo o mundo acata, como sempre.

E assim, temos um feliz ano-novo!

domingo, 25 de setembro de 2016

Ecos da privada

Dias desses, estava naquele momento filosófico em que todo ser humano se depara com o mais íntimo do seu ser, na solidão do banheiro. Estava cagando. Era um cagar normal, com alguns peidos sonoros e um, particularmente, me chamou a atenção por ser agudo e contínuo, ecoando pelas paredes da privada, o que imediatamente me fez pensar na acústica da privada.

Poxa, que acústica! De deixar teatros pomposos com suas orquestras filarmônicas no chinelo. E pensando no assunto, você observa três características fundamentais da boa acústica privadesca:

1. O revestimento cerâmico dos lados;
2. A água na parte de baixo;
3. A bunda humana na parte de cima.

Juntando esses três obséquios privadais, remonta-se uma caixa acústica de perfeição sonora tamanha que o pum não se limita a seus ouvidos, ou mesmo ao ambiente banheiral. O peido se amplifica e todos na redondeza podem apreciar a agudeza ou a gravidez da sonoridade instrínseca e particular deste fenômeno.

O próximo passo é aprender a peidar em tons e semitons. Assim, podemos realizar a façanha do peido sinfônico. Beethoven que se cuide!

E, por falar em Beethoven, dá uma olhada nesse cara, o Capitão Pum. Ele até tentou um Strauss de pum, mas estava fora de tom ¬¬.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

10 coisas que odeio em... humor de Stand up

Sei que algumas leitoras (e porque não dizer alguns leitores) devem ter suspirado ao ler o início desse título, lembrando do nosso querido e amado Heath Ledger em 10 coisas que odeio em você, mas sinto muito. Não é sobre esse ator lindo, queridíssimo e que foi cedo demais para o lado de lá, que vou falar.

O que eu odeio mesmo, e muito, são comediantes de Stand up. Na lista a seguir, vou dar meus motivos, que apesar de serem eternos e retroalimentantes, serão resumidos drasticamente em dez, somente dez.

1. Stand up é um monólogo
Vou ter um arroubo extra grande de sinceridade: Detesto monólogos. Uma só pessoa falando o tempo todo, pra mim é tortura, não comédia. É sermão de padre em latim, não comédia. É palestra em alemão sem tradução instantânea, não comédia. É o professor Arlindo na aula de religião na sétima série, não comédia. Resumindo: não é comédia.

2. Zoação com a plateia
Odeio à morte. Aquele tipo de comediante que aponta um fulano na plateia e vai zoar com ele. Uma vez fui a um show, por engano, e lá tinha um garotinho mágico que fazia um número com quatro membros da plateia. Tudo bem, só que o número deu errado e os pobres quatro voluntários ficaram estabacados no chão, completamente perdidos, pois o garotinho nem sabia improvisar. A lição é: zoar com a plateia um dia vai dar merda.

3. Não interage com a plateia
Zoar é uma coisa, interagir é outra. No primeiro, a chance de dar errado é enorme, na segunda, sim, pode dar errado, muito errado, mas tem que fazer. Mas aí o fulano fica lá no palco falando sozinho, e se estabelece o monólogo, ou seja: não é comédia.  

4. Stand up com personagens de TV
Deve ser o único público que gosta dele. O ator fez sucesso com um bordão. Um famigerado bordão que todo mundo repete irritantemente e ele transforma o bordão no nome do show. Morreu pra mim.

5. Personagens caricatos
Não vejo graça em nordestino, gaúcho, empregada doméstica, caipira, jogador de futebol, bêbado, ou qualquer balela caricata e exagerada que queiram transformar em comédia. Passou o prazo de validade.

6. Piadas politicamente corretas
Judeu só pode fazer piada de judeu, negro de negro, gordo de gordo e assim vai, num eterno umbiguismo hipócrita de humor que não tem graça. Aff...

7. Piadas politicamente incorretas
O ódio aqui nasce no fato de o comediante lembrar o tempo todo que existe o politicamente incorreto, dando a entender que aquilo o censura. Existe pior piada do que aquela que a pessoa ia fazer mas não fez e fica reclamando da morte da bezerra que o impediu de fazer? É pra rir ou pra chorar?

8. O comediante exagerado
Ele parece o bozo, fala alto o tempo todo, usa um figurino horrível, com maquiagem brega, conta piadas sem graça de uma forma exagerada, tentando fazer rir pelos gestos mais que pelo conteúdo. Não cola.

9. Imitações demais
Ah que bom, outro imitador do Sílvio Santos ou do Lula. Ele até colocou um dente postiço pra fazer a Dilma. ¬¬ Ô falta absoluta de criatividade!

10. Tenta se sustentar pelo palavrões
Quando a piada não é boa, talvez uma boa série de %@Î##*!$&#&$%@?#$@?!%#%#! resolva.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Sonâmbulo de cuecas no meio da neve assusta campus dos EUA


Estudantes de uma universidade no Estado americano de Massachusetts levaram um susto ao se deparar com um 'sonâmbulo sem roupa' em um frio de 10 graus negativos.

O homem, na verdade, é uma estátua criada pelo artista Tony Matelli.  De acordo com Matelli, a intenção da obra, batizada de "Sonâmbulo", é criar "novas ideias inesperadas".  A estátua, no entanto, parece não ter agradado a todos.  Cerca de 300 pessoas já assinaram uma petição pedindo a remoção da obra.

Confira no vídeo da BBC no link: http://youtu.be/DoRMOu7pK7Y prá ter certeza de que é uma estátua.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A forma correta de lançar torpedos

Temos um assunto importante a tratar. A forma de fazer o número dois não é como deveria ser. É o que defende o projeto Squatty Potty, que partiu em busca de um cólon saudável para uma vida feliz e concluiu que lançar torpedos sentados no trono da forma tradicional, com um ângulo de 90 graus entre o tórax e as pernas pode ser a causa de constipação, hemorróidas, problemas urinários, doenças do cólon e desordens do assoalho pélvico.



Tudo isso pode ser verdade, ou pode ser apenas um estudo financiado para dar suporte ao lançamento de mais um produto revolucionário! (no estilo Polishop de televendas) Trata-se justamente de um suporte de lançamento! (juro que a ironia não foi a intenção original)


É uma espécie de banquinho que eleva as pernas dobradas em 35 graus para que a base de lançamento esteja mais preparada para o ataque.



Então, vejam o vídeo educativo abaixo e concluam se seus problemas acabaram, se esse produto vai dar merda ou se cagar não é mais um momento filosófico íntimo do ser humano consigo mesmo.


klkl

sábado, 17 de agosto de 2013

Aparelhos celulares fazem chantagem emocional

Acontece uma coisa estranha com a relação que tenho com meus aparelhos celulares. Toda vez que eu cogito em trocar o aparelho e olho uns modelos por aí, batata! 

O celular simplesmente se mata. E não adiantou eu afagar e dizer que não era nada sério, que não estava afim de outro, que foi só um mal entendido. Ele se recusa a falar comigo. E para completar a chantagem emocional ele ameaçou se jogar da ponte Hercílio Luz. 

Foi a gota d'água prá mim. Tudo bem, eu disse, já que vai se jogar da Ponte Hercílio Luz, aproveita e descobre em que lugar da ponte está o buraco negro para o qual vai todo o dinheiro do Estado destinado à cultura. E fica aí se bobeando, te troco por um Iphone!

Confiram abaixo o flagrante do momento clímax da chantagem.