Mostrando postagens com marcador #vergonhaalheia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #vergonhaalheia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A peculiaridade existencial de gostar de coisas bizarras

 Eu, navegando inocentemente nesses mares internêuticos, acabei entrando em um grupo de interesse que tem me mostrado um mundo que eu meio que desprezava, mas estou começando a entender e de alguma forma, respeitar ou, pelo menos, não achar desprezível. 

Numa dessas vi uma sigla, ASMR, e fui pesquisar o que era. IA, prontamente, me passou a real: 

ASMR significa "Autonomous Sensory Meridian Response" (Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano), uma sensação relaxante de formigamento que começa no couro cabeludo e se espalha pelo corpo. 

Ah... entendi. É tipo um arrepio provocado por uma pluma tocando suavemente a sua pele. IA prosseguiu assim: 

ASMR é provocada por estímulos visuais e auditivos, como sussurros, estalos e toques leves, sendo frequentemente utilizada para reduzir o estresse e a ansiedade. O ASMR tornou-se popular na internet, principalmente através de vídeos com sons e visualizações calmantes.

Vídeos, ok! Fui no Youtube ver do que se tratava o ASMR de um determinado canal indicado e... putz! Desentendi completamente! Era só uns personagens de anime falando uma ou duas palavras em um padrão de repetição ou respirando simplesmente, com uma música de fundo e sequência de imagens. O vídeo se repetia e repetia e repetia, às vezes por duas horas com a mesma coisa. 

A mesma coisa! 

NÃÃÃÃÃÃOOOOO! Que porra de mundo é esse?

Aí, nesse momento, depois de desentender tudo e todos, comecei a me lembrar de outras coisas bizarras que o ser humaninho gosta: vídeos de gente ou animais comendo com microfones para que se ouça bem o som da mastigação e deglutição; vídeos de chipimunk falando com aquela vozinha aguda irritante; o tal do coelhinho fofinho que achei que já tinha morrido, mas ainda continua na internet; vídeos de lolitas suspirando e "inocentemente" mostrando as frutas da feira ou a derrière. 

É muita coisa, tanta coisa que nem vou entrar mais a fundo, senão vamos parar na pornografia e aí sabemos que o buraco fica muito muito embaixo. 

quarta-feira, 25 de junho de 2025

O baixo QI, a burrice e a ignorância

Quem assistiu ao filme Forrest Gump sabe que uma pessoa com baixo QI é muito bem capaz de ser uma pessoa boa e com capacidade de lidar com as dificuldades do mundo sem agredir ninguém e criando bons amigos e relacionamentos significativos. Forrest não era burro, nem ignorante, apenas tinha baixo QI. 

Uma pessoa burra é apenas alguém que não tem conhecimento e propaga seu desconhecimento com uma confiança genuína. Sim, esta definição é minha. 

Já uma pessoa ignorante é alguém que ignora o conhecimento, se orgulha disso e usa sua ignorância para agredir, pois não consegue criar relacionamentos significativos, nem suprir suas carências afetivas. São pessoas como a que deixou os comentários abaixo em um post antigo do meu blog: 


Foram 12 comentários que acredito terem sido escritos pelo mesmo ignorante ou por ele e seus colegas ignorantes, já que em dado momento ele comenta que pediu para sua gangue vir dramatizar nos comentários do post. Eles repetem os mesmos erros e vícios de linguagem de uma pessoa que mal sabe ler. Esses dois foram os menos agressivos, por isso, resolvi usá-los como exemplo. O conjunto da obra inclui ameaças de morte e está sendo analisado para que o ignorante seja devidamente processado e possa receber uma lição que, se for aprendida com muito esforço, possa elevá-lo ao nível de burro. Sim, tenho uma equipe que é capaz de rastrear IDs, identificar Anônimos e destrinchar rastros da Web, até mesmo na Dark Web, então, seus dias de ignorante estão contados e sua mísera mesada será cortada para pagar os custos do processo. 

Aliás, aviso a todos os ignorantes da Web: suas palavras não são irrastreáveis e é realmente risível que vocês pensem que podem se safar pelo anonimato. 

Nunca poderão. Jamais serão. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Wattpad, uma fábrica de autofantasias

"O ser humano é mesmo uma caixinha de fazer e pensar merda". 

Wattpad. Para quem não está familiarizado, uma plataforma onde as pessoas entram para ler e publicar o que quiserem. O que quiserem? Sim. Qualquer merda que quiserem. 

As categorias mais populares são: 

Fanfics, que são histórias criadas por fãs sobre histórias já existentes (ô falta de imaginação). Li alguns há muito tempo, a maioria é escrito muito mal. 

Imagines, um tipo de história bizarra na qual a pessoa escreve sobre uma celebridade, cenas que imaginou com ela. Ah é, bizarro mesmo. Não tive coragem de ler, mas entendi pelas sinopses que rola muito fetiche com artista de kpop, jogador de futebol, enfim...

Hot, histórias eróticas, pornô leve ou pornô pesado, que as pessoas usam... acho que para se masturbar, porque têm títulos como "Possuída pelo CEO", "Grávida do chefe", "Vendida para o dono do morro". Eu li um deles, chamado de Contos Eróticos, mas achei tão sem imaginação, que larguei antes de finalizar o primeiro capítulo. A pessoa que escreveu nunca deve ter lido nada do Marquês de Sade. 

Fantasia de RPG, histórias nerds com elfos, magos, trolls, fadas, anões, enfim, essa laia toda. Chaaaato, cansativo e repetitivo. Tentei ler alguns. Juro. 

O resto. Romances, histórias de terror, zumbis, todos os outros gêneros. A maioria com roteiros iguais a todos os outros clichês muito ruins e sem graça, histórias sem pé nem cabeça, absurdamente mal escritas. Sério, escritores que não acertam as palavras nem no título. A maioria uma grande e enorme merda, que não merece atenção alguma. Mas, acredite se quiser, visitei alguns dos livros mais lidos da plataforma, na casa dos milhões de views e... sim, a maioria é lixo não reciclável. 

Quanto mais entendo as funcionalidades do ChatGPT e outras IAs de texto, percebo como a maioria dos humanos é substituível. Porque, se for para criar uma porcaria de texto, demande ao ChatGPT, ele vai criar um que, pelo menos, não tem erros de português. Originais não serão, interessantes talvez, surpreendentes, não digo, mas sem erros, isso sim, serão. 

A imagem ao lado foi gerada por IA. Mas meu texto não. 

A indústria do entretenimento se tornou tão mais do mesmo, que até me surpreendo quando encontro algum livro bom. Geralmente ao acaso. O último que li foi "Tudo é rio", de Carla Madeira. Um maravilhoso e raro acaso e levei o livro. Li com prazer, um prazer que há anos não sentia em uma literatura inesperada. 

Em um próximo post, eu posso contar como faço para selecionar os livros que considero bons, mas para finalizar esse post aqui, só vou dizer uma coisa: Wattpad é ruim, mas se você nunca experimentou, vai lá, sem julgamentos, lê de tudo um pouco e crie sua própria opinião. 

Aliás, é para isso que os livros servem. Criar experiências novas, imaginadas, abrir novas fronteiras para a mente. Se não é para isso, é autofantasia, mera fuga da realidade, entretenimento barato. 

domingo, 18 de agosto de 2024

Como a humanidade está emburrecendo com coisas como a cultura do cancelamento

Quem já viu o filme Idiocracia ou a série brasileira A Eleita, tem que concordar comigo: a humanidade está emburrecendo velozmente. E dá medo disso, quando as evidências científicas mostram que, pela primeira vez na História, o QI da nova geração é mais baixo que o da geração anterior. 

Sentados à beira do abismo, sem nem perceber, enquanto se movem como manadas de bois, manipulados por telas brilhantes. As pessoas não querem gastar energia pensando nem um pouquinho. Aceitam sem questionar a opinião, fatos falsos, o cancelamento, linchamento moral de pessoas, a candidatura de pessoas estúpidas e mal intencionadas a cargos públicos. Acreditam mais na tiazinha do Zapzap que na ciência. É muita burrice circulando.

É triste, eu sei, mas a verdade é que quando a internet passou a dar voz a idiotas, todo e qualquer idiota ganhou o poder de influenciar, ser ouvido e seguido. Idiotas se lançam candidatos, apenas para aumentar sua influência, como aquele tal de Pablo Marçali. É muito evidente que ele não quer ser eleito, porque isso implicaria em assumir responsabilidades para as quais obviamente não está preparado e não está nem aí. 

Ele só quer o farol, a fama, mostrar o quanto ficou rico de uma candidatura a outra para vender mais curso online de como ficar rico. 

E o bando de ignorantes, incluo aqui a imprensa, que são os ignorantes indefensáveis, comenta, faz farol, critica, opina. Como se ele fosse importante! Como se realmente ele fosse um candidato sério! Será que ninguém percebe suas reais intenções, ou gosta de perder tempo, comentando o incomentável? 

Cultura do Cancelamento

Faz um tempinho, o Dalai Lama cometeu um deslize em público: fez uma brincadeira tosca com uma criança, envolvendo a própria língua. Eu vi a cena, não tinha nada de sexual ou erótico naquilo. Ele simplesmente aloprou ao fazer o que considerava uma brincadeira. 

Quem convive com velhos sabe que eles às vezes saem da casinha de uma forma bem drástica. Falta noção, falta memória, falta já um monte de coisa na cabeça do velho. É real, todo mundo vai passar por isso, se der sorte. Se não der sorte, vai ter uma vida curta. Se der certo, todo mundo envelhece um dia. E o Dalai tem quase 90 anos. 

E a internet caiu em cima, cancelou o ancião, como se ele fosse um pedófilo, criminoso desgraçado. 

Até aquela tal de Xuxa falou do Dalai Lama como se o conhecesse, condenando e acusando. A mesma pessoa que poucos dias antes estava em documentário e imprensa falando de seu passado, do quanto era julgada pela aparência, coisa e tal. O tamanho da hipocrisia é... grande. 

Aí, eu pergunto: onde foi parar a capacidade de pensar das pessoas? De refletir sobre uma questão muito óbvia: um velho de 90 anos que é monge desde os 3 anos de idade, vigiado desde neném, em sua conduta, não tem nenhum interesse sexual em uma criança. Ele apenas cometeu uma gagazisse de velho. 

E todos comentam como se não pudessem pensar. Amam sentirem que estão na maioria, mesmo que a maioria seja ignorante. Inclusive a tal da Xuxa, cuja opinião é tão importante para o mundo quanto a de um adolescente que não perdeu a virgindade, mas opina sobre sexo. 


Ok, Xuxa é a tal rainha dos baixinhos, uma criança que nunca cresceu. Mas ela ilustra bem o quanto a humanidade se tornou refém de sua própria infantilidade. Sem capacidade de raciocinar, segue a manada, opinando sobre tudo o que não conhece. 

Isso tem nome: Efeito Dunning-Kruger. Ou: quanto mais ignorante em determinado assunto, mais confiante a pessoa se sente ao opinar sobre ele. É um problema de economia cognitiva, ou seja, quanto mais burra a pessoa, mais certeza ela tem sobre tudo. 

E aí, vai lá e cancela, sem saber, sem ter experiência, nem conhecimento, nem capacidade de refletir. Gente, somos humanos! E humanos são conhecidos por raciocinar. Se perdermos a racionalidade, nos sobra apenas as telas iluminadas levando os ignorantes a decisões estúpidas e animalescas de manada.

O cancelamento é uma censura da manada que não quer e nem tem capacidade mental para lidar com assuntos sérios. Por isso, cancela, como uma criança birrenta se jogando no chão do supermercado porque quer doce.  

E eu, concordo com Bertrand Russell (Triunfo da estupidez), que define bem assim: 

“A principal causa dos problemas no mundo de hoje é que os idiotas estão cheios de certeza enquanto as pessoas inteligentes estão cheias de dúvida.” 

sábado, 17 de agosto de 2024

A risada do desespero

Estava fuçando em arquivos antigos de aula e me deparei com esta imagem: 


E ela me fez rir. 

Porque é verdade. É real. Porque o que vivemos é a confusão caótica da segunda linha "The Reality as it actually happened". O doutorado é isso. Esse caos infinito, confuso e estressante, do qual 75% dos estudantes sucumbirão a alguma doença mental. 

Mas na hora de defender diante da banca, relatamos apenas o que os critérios exigem, ou seja comunicamos a primeira linha "The Reality as we communicated". Engolimos o choro, o desespero, o caos mental, os remédios, as horas de terapia, a falta de grana, as bolsas defasadas, a falta de um bom plano de saúde, a insônia, os pesadelos, as doenças somáticas, a dúvida, principalmente a dúvida de que conseguimos, e tantas outras coisas. 

E mostramos um cronograma hipócrita exibindo a jornada acadêmica como a comunicamos, não como a vivemos. 

Ora, vamos lá, assumam que somos o caos! Porra, banca, acorda e pelo menos leiam toda a nossa tese! Facilitem a marcação da data. Sejam claros e objetivos na avaliação. Se concentrem no conteúdo, não nos erros de português que serão corrigidos por um revisor depois! E pelo menos, pelo menos, não nos olhem com aquele olhar de "do que você está falando?", quando você estiver lá na frente contando sobre como chegou até ali, a realidade. 

Todos os acadêmicos passam por isso. E se têm a incrível capacidade de não passar, deveriam ter um mínimo de empatia pela maioria que passa. E se passou e não tem empatia, vai procurar uma terapia! 

Sim. A risada do desespero é um desabafo. Porque é um sistema esmagador, cruel e que ignora a dor das pessoas. Mas pior que ignorar é não fornecer ferramentas para melhorar esse sistema. 

Como diz o sábio Frejat: "que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero". 


quinta-feira, 8 de agosto de 2024

O que penso sobre o mundo e o absurdo de achar que alguém se importa

 Esta história que vou contar ocorreu faz uns anos. Na época, eu trabalhava em uma empresa de educação à distância que tinha em seus quadros, espaço para a contratação de estagiários. Para quem caminha no ingênuo universo da ilusão, saiba que estagiário é o nome que se dá a um cargo para alguém que tope fazer os trabalhos mais chatos e repetitivos, que qualquer idiota sabe fazer, com o menor salário que a empresa pode pagar, sem nenhum ônus, vulgo CLT. 

Eles são selecionados de forma simples, pois não se espera que tenham experiência, apenas boa vontade. Uma leitura básica no currículo, confirmar sua matrícula na universidade, uma entrevista para checar se a pessoa está mesmo a fim de trabalhar e pronto, a vaga é do estagiário. 

Por este motivo, volta e meia apareciam uns estagiários incrivelmente burros, mas esperto o suficiente para enganar a mocinha igualmente burra do RH, com as respostas certas para as perguntas estúpidas que ela faz. 

E a história que conto é com um desses estagiários. Ele não era da minha equipe, felizmente, mas como era da equipe que trabalhava de frente à minha na sala, acompanhei o drama muito de perto.

O nome, não me lembro. A universidade dele, lembro apenas que era uma dessas Uniqualquercoisaondeentraqualquerum. E botei reparo em sua figura quando na primeira semana de trabalho dele, interrompeu uma reunião minha com uma colega sênior para oferecer um livro. 

Era um livro escrito por ele. Entregou com um sorriso confiante, dizendo que era da Academia Seiládaonde de Letras. Lembro-me de conter minha primeira impressão desta abordagem: 

"Que coragem" - pensei. "Interromper uma reunião de seniores e entregar um livro escrito por ele. Um garoto de 19 anos". 

Ao ler o título do livro, lutei ainda mais para conter minha impressão dentro de minha mente. Não me lembro exatamente o título, mas era algo como: 

"O que penso sobre o mundo". 

Felizmente, minha colega sênior o respondeu amavelmente e ele saiu, deixando-nos a sós para continuar a reunião. Quando terminamos, voltei para meu trabalho e ao concluir o expediente, peguei o livro. Folheei e fui ao que me interessava: que editora toparia publicar um livro de um garoto de 19 anos com um título pretensioso destes?

A resposta veio rápida: nenhuma. 

O livro não tinha editora, nem ficha catalográfica. Parecia algo feito de forma independente. Você escreve, diagrama, faz a capa, manda publicar, paga tudo e distribui. Pronto. Assim nascem os livros independentes de garotos achistas de 19 anos que pensam que o que pensam sobre o mundo interessa a alguém. 

Mas, tudo bem. Eu não ia julgar o livro só pela capa. Comecei a ler. 

Parei. 

Continuei. 

Parei. 

Olhei para o livro, interrogativamente e reforcei minha primeira impressão: 

"Ele é muito mais corajoso do que eu tinha pensado inicialmente, porque o livro é uma completa bosta". 

Não perdi meu tempo lendo mais, deixei o livro ali, pois não merecia nem esbarrar na minha estante. Na semana seguinte, alguns comentários chegaram de colegas que tinha lido o tal do livro. Ninguém quis dizer em voz alta, claro, para não ferir os sentimentos do garoto, mas aos cochichos, a impressão de bosta era unânime. 

O livro merecia o prêmio de bosta. 

Eu não tinha dado mais atenção ao fato, tenho muita consciência de utilizar bem meu tempo, mas alguns colegas insistiam em comentar e eu então peguei o livro mais uma vez. Fui checar os antecedentes do garoto. 

 Descobri que ele tinha se candidatado a uma Academia Seiládaonde de Letras, mas fora recusado. O pai era militar e tinha bancado o livro, talvez pensando em alavancar a carreira do garoto. Mas, com certeza, sem nunca ter lido o que ele escreveu. Qualquer um que lesse, concordaria que queimar todas as edições era o melhor a ser feito pela carreira do garoto. 

Pobres criaturas que crescem sem um feedback realista de seu trabalho...

Porque o pior não era o livro. Era que o garoto era tão ruim trabalhando que durou apenas dois meses. E não era só ruim no trabalho, era péssimo em se relacionar com os colegas. Cantou todas as garotas. usava o chat de trabalho para isso. Encarou tanto uma estagiária minha que ela pediu para trocar de lugar. 

Recebeu quatro chances de ficar, feedbacks precisos e realistas dados por pessoas da área de educação e pedagogia. Quatro pessoas foram destacadas para ajudá-lo. Mas ele não aprendia o que fazer. Não conseguia entender nem o básico. Não aprendia nada, de forma alguma, mesmo mudando o tutor. 

Talvez fosse o QI, talvez fosse uma doença mental, mas com certeza era a ausência de uma postura realista em relação ao mundo. Apesar de todos os feedbacks, o rapaz era invariavelmente confiante e vaidoso, de uma forma que beirava ao narcisismo psicótico. Incapaz de uma autocrítica, incapaz de aprender com seus erros, pois acreditava ingenuamente que apenas acertava. 

Acreditava que o que pensava sobre o mundo era tão formidável que merecia ocupar as páginas de um livro. 

Pobre criatura, poupada de sua própria ignorância. E por isso, condenado a ser eternamente ignorante. 

segunda-feira, 10 de junho de 2024

A capacidade humana de ser uma eterna criança fingindo ser um adulto

 Tenho escrito muito aqui sobre comportamento e várias vezes menciono a infantilidade nas relações e comportamentos humanos. Esta é uma constante que, por vezes, negamos que exista em nosso próprio comportamento. Mas está sempre lá. 

Porque a criança em nós é o Id. Sabe, da Teoria da Personalidade, descrita por nosso estimado companheiro de insônia e psicanálise, Sigmund Freud. Para resumir esta teoria, o Ego, o Superego e o Id são instâncias que formam a psique humana e vivem brigando entre si. 

O Id é a criança que só quer comer, brincar, cagar e prazeres da vida. O Ego é o que vai dar uma controlada no Id para adequá-lo à vida real, que precisa de convívio social, logo, algumas regras. E o Superego é o sábio em nós, tentado mostrar ao Id e ao Ego que existe mais do que necessidades básicas na vida. 

Aí, vai umas piadas sobre isso: 

O que disse o ego para o id? Não pense apenas em você mesmo! 

O que disse o superego ao id? Senta lá, Id! 

Por que o ego e o superego nunca saem para a noite? Porque eles são muito egoístas! 


Então, voltando para nossa divagação, a eterna criança em nós, esse Id, é quem sempre estraga tudo: os relacionamentos, suas metas, de trabalho, de estudos, de dieta, de qualquer coisa que exija um pouco de esforço. A pessoa com o Id dominante vive querendo apenas que seus desejos sejam atendidos e quando isso não acontece, se frustra como a criança que é. Às vezes isso aparece em formas bem elaboradas, como um mau humor, uma sabotagem, uma vingança. Mas outras vezes, vem em forma de birra, gritaria e raiva descontrolada. 

É possível enxergar essas nuances apenas se nós temos uma caminhada de autoobservação. Porque primeiro devemos olhar a coisa em nós, para depois observar nos outros. E claro, aprender a dominá-la nos ajuda a sermos humanos melhores. 

Mas, mesmo depois de uma boa dose de dominação do Id, mesmo sendo uma pessoa controlada e bastante Superego, sim, no fundo somos apenas crianças fingindo ser adultos. E quando a gente se pega chutando o balde é porque a criança birrenta, o Id tá no controle. Mas o pior é que a gente raramente se pega chutando o balde, a gente já se pega com o balde chutado e a merda toda feita. 

Então, se temos um Superego exigente, ficamos nos cobrando: porque não parei o pé antes de chutar? Mas nosso Ego vem e diz: ok você chutou por motivos nobres. E assim, a briga segue. 

No final das contas, na maioria das vezes o Id ganha. A chutação de balde continua, às vezes piora até um extremo, aí vem o Ego dá uma mediada, mas o Id é quem domina o mundo. Porque a gente consegue ver o Id nas ações dessas pessoas poderosas e bizarras, como o Putin, o Trump, Kim Jong-Un, Nicolás Maduro (engraçado, são todos homens!). 

A gente consegue ver a carência afetiva imensa dessas pessoas e o quanto precisam dominar, mostrar para o mundo, exibir seu poder, como um menino de oito anos que mostra o pinto para as meninas porque descobriu que isso causa certa comoção. 

Lógico que o pinto do menino de oito anos é um simbolismo para o que essas figuras mostram em termos de armas fálicas, obeliscos fálicos, topetes fálicos, bigodes fálicos, várias demonstrações de pintos infantis em obras adultas. Símbolos de adultos mal resolvidos e carentes. 

O Id é o que mostra que a humanidade não vai evoluir. Seremos todos eternas crianças birrentas, mostrando as genitálias como forma de chamar a atenção. 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

A ilusão de que trabalho enriquece

Estava analisando uma entrevista em que, dado momento, o entrevistado, um senhor distinto, militar, conservador, com linguajar simples, porém com arroubos de sofisticação, se refere a um assassino que matou crianças em uma creche como "aquele marginal". 

Então, passado o trabalho de análise, "aquele marginal" não saiu da minha cabeça. O sujeito, branco, militar, cargo importante, influente politicamente e em suas bolhas sociais já tinha se referido anteriormente à questão indígena com um discreto desprezo. E "aquele marginal" confirmou que seu verniz de pessoa importante era só a fachada do que representa uma boa parcela do povo, brasileiro ou não: 

garanto meus privilégios e os da minha bolha social, o resto é "aquele marginal". 

Indígena não compra imóveis, só pede suas terras de volta, então são "aquele marginal". Favelados, descendentes de escravizados não compram imóveis, então são "aquele marginal". 

Mas o mais interessante é que "aquele marginal", o assassino de crianças na creche era branco, vindo de uma família estruturada, pessoa "de bem". 

Talvez nazista, talvez psicótico, com acesso pela internet a bolhas bem específicas de muito ódio. Talvez o assassino quisesse cobrar a vida de crianças porque ele próprio não tinha mais o direito a uma creche com hora do soninho, em vez do trabalho assalariado que, segundo prometeram, traria a riqueza e o poder. 

Enfim, "aquele marginal" é qualquer pessoa "de bem" que, metida em uma bolha, alucina que o mundo está contra ele. Pode ser você, pode ser eu, pode ser qualquer fulano neste mundo. 

Tem um estudo baseado no Experimento de Aprisionamento de Stanford, que mostra que não é preciso muito estímulo ou muita realidade para uma pessoa "de bem" virar um maníaco assassino. Basta se perder em sua bolha. 

E como seres humanos, sempre fomos bolhosos, não é prerrogativa da sociedade atual. Então, talvez devêssemos ser menos humanos. Transitar entre bolhas, estourar bolhas, perceber como elas se movem. Mas, não se faça superior por isso, porque você vai perder sua humanidade: deixará de pertencer, de ser bairrista, de usar a mesma linguagem e mesmos argumentos dos outros. Vai ser o diferentão. 

Mas perdendo sua humanidade, você ganha toda a natureza que está fora da bolha. É mais ampla, é mais sábia, é mais livre. Poucos aguentam, se você não tem coragem, nem tente. 

Ah, mas é solitário... Sim, talvez seja. Mas, você às vezes esbarra em outras pessoas que não são mais cabeça de bolha e aí, começa a perceber que não é o diferentão, a bolachinha dourada do pacote especial do universo. Você é é mais um na multidão. E isso é o que te dá a liberdade de ser o que quiser ser. 



Manezinho, povo mesquinho

 Minha rima é válida, porque é real. Basta ver um velho morrer no Ribeirão da Ilha pra já notar a mesquinheza do povo manezinho, esse que nasce na ilha de Santa Catarina, Florianópolis, para os menos chegados. 

O defunto mal esfriou, às vezes o passante nem morreu, e lá vão os parentes procurar saber o que vão ter de herança. Nunca vi povo mais mesquinho nas minhas andanças pelo Brasil. Enriquecem à custa de herança, se desentendem por herança, matam por herança. 

Trabalhar que é bom, aí é difícil, porque manezinho bom é manezinho preguiçoso. Reclama de tudo. A tainha alheia é sempre maior. Os turistas infestam nossas praias, mas vamos aumentar o valor dos aluguéis pra explorar o pobre coitado de férias. 200 reais um prato de peixe numa dessas vias gastronômicas. Vamos vender os terrenos invadidos e herdados para construir condomínio e ah, plano diretor, preservar a mata pra quê? 

É, se fosse pelos manezinhos, a ilha de Floripa já teria virado a Ilha de Páscoa, inerte, sem vida, sem árvores, só com ilhéus "típicos" pra cobrar caro numa tainha xôxa e num hotel de besta. O atendimento ao cliente tão ruim que o cliente quase pede desculpa por comprar. 

Esse é o manezinho. 

Ah, mas você só foca na negatividade, deve ter coisa boa. Coisa boa só quando o manezinho vai embora da ilha. Porque daí, pode ser que ele tenha um choque cultural e comece a enxergar sua pequeneza diante do mundo e ser menos mesquinho. 

Pois é, só que isso não acontece. Não com o manezinho. Olha bem, Floripa é um paraíso. Minha tainha vai ser sempre melhor que qualquer peixe metido a besta. 

Então, é isso, não tem coisa boa. Nem manezinho morto é manezinho bom, porque os parentes, os mesmos que querem só a herança do defunto, só falam mal da criatura. 

Eles dão um jeito de se autodestruírem. 

domingo, 21 de abril de 2024

Quando a felicidade é comprar e o mito do mindfulness

No post anterior, eu falei sobre a paz mundial relacionada à liberação do sexo anal e este assunto é só mais um dos que eu considero essenciais para a construção da paz. Agora, este blog se chama Universo Bizarro, então, você pode levar a sério o que digo, ou fuder para isso e dar umas boas risadas. Qualquer um dos resultados tá valendo. 

Na busca por entender a paz, inevitavelmente passamos pela análise do ser humano, esta figura complexa e completamente descartável para o mundo. Sim, descartável. Se a raça humana se extinguisse de repente, o mundo continuaria numa boa, na verdade, bem melhor. Somos descartáveis, muito mais do que as formigas, as abelhas e com certeza muito mais que os vermes. 

Você pode ler isso com uma sensação niilista depressiva ou com uma sensação de liberdade, a escolha é sua. Como eu odeio os niilistas, fico com a sensação de liberdade. 

Coisa mais boa saber que nada nem ninguém depende de mim! Que estou livre para escolher o caminho que for e que o impacto disso na vida dos outros é insignificante! Ahh... liberdade é isso. 

Mas, tem gente que acha que liberdade é ter dinheiro pra comprar tudo o que quiser. Eu não as recrimino (muito) por isso. Mas vejo como são tapadas. Porque dinheiro é uma prisão. Olha só a sua vida: quando você era criança e não lidava com dinheiro, você era bem mais livre do que é agora, como adulto, não é? 

Não tinha que vender seu tempo, agradar pessoas tolas, cumprir metas estúpidas, vender produtos que ninguém quer, ou cumprir burocracias que ninguém gosta. Isso tudo por dinheiro. 

Aí, se você ganha bem, tem dinheiro, faz aquela viagem legal, gasta tudo em hotel, comidas, roupas caras, carro novo, uma casa luxuosa, serviços de entrega, streaming, atendimento em domicílio, etc...  Mas apenas no seu parco tempo livre. Cadê a liberdade? 

E se você não ganha bem, o que é a realidade da maioria, digo, 95% da população brasileira, você não vai ter nem dinheiro suficiente, nem tempo para liberdade, você é um pobre assalariado em regime semiaberto. Vai pra casa apenas para dormir. 

E aí mora num cubículo empilhado, também chamado de apartamento, no qual não pode nem abrir as janelas, porque o prédio da frente é tão próximo que seu vizinho poderia opinar sobre a cor de suas meias se suas cortinas estivessem abertas. O condomínio é cheio de regras, não pode nem pendurar a roupa no varal. Não tem um jardim, a menos que haja um gramado para os cães cagarem. E tudo o que lhe resta para o lazer no seu parco tempo de folga é comprar. 

Sair pra comprar, ou comprar em casa, tanto faz. Você compra o streaming para maratonar séries por horas a fio (e falavam que a TV de antigamente abitolava o cérebro), compra a comida pronta, entregue na sua porta, compra a rebimboca da parafuseta e o serviço do encanador pelo site de compras online. 

E se sai... bom, você provavelmente não vai a um parque ou a uma praia. Sai para comprar. Porque a sensação de estar fazendo algo útil é maior (já leu Domenico De Masi?). O tempo de ócio, o tempo "inútil", em que você apenas se deita no gramado ou na areia e fica olhando o céu, sem fazer absolutamente nada é errado! É pecado! O que diria seu chefe, sua família, seus amigos? Que você é vagabundo, vive chapado, não leva nada a sério, veio ao mundo a passeio. 

Eles não diriam que você é feliz por contemplar o céu no seu tempo livre. Mas diriam que você é feliz porque comprou um carro novo. 

Porra, tenho tanto ódio de gente assim que mal consigo continuar escrevendo. Mas vou continuar, porque tenho compaixão por você, pobre ser abitolado no mundo das compras, a pretensa felicidade enfiada na sua cabeça por sua bolha social. 

Comprar não traz felicidade. Traz dívidas. Você tem uma liberação momentânea de dopamina e só. Depois você volta a buscar mais itens para comprar, porque a sensação de prazer já passou, é muito fraca, é muito pouca. E você se vicia em compras, em streaming, em comida rápida, em consumo veloz. 

Sabe, é por isso que a geração de hoje acumula menos dinheiro que as anteriores. Gastamos mais com prazer do que com bens. Não digo que isso é ruim, pois considero ambos os gastos, bens e prazer, uma ilusão. Ilusão de felicidade, de poder, de prazer. Gente, sério, se vocês fizessem sexo com pessoas significativas, aquelas que amam vocês de verdade, não teriam tanta fome de prazer falso. Se vocês tivessem um senso de espiritualidade, aquele êxtase espiritual, ou religioso que se experimenta na completude não material, vocês teriam felicidade a longo prazo. 

Hoje falam muito sobre viver o agora, o poder da presença, mindfulness, mente presente, mas entendem tudo errado. Porque mindfulness virou um negócio, um produto chulo, vendido por falsos gurus, profetas do agora, da felicidade instantânea. E outra vez, você compra a felicidade. 

Mindfulness é uma versão nutella bem barata de zen, de Budismo, saibam disso. Mas na sociedade cristã puritana, Budismo deve ser pecado, porque acham que Buda é uma espécie de Deus que rivaliza com o tal barbudo monogâmico patriarcal, então, cortaram a raiz e a filosofia do que chamam de mindfulness e resolveram ensinar o poder do agora, a mente presente sem filosofia. 

Só senta e curte a vista. Como um retardado qualquer.

Pronto, você comprou a felicidade mindfulness e pode se considerar feliz, porque funciona por um tempo. Mas como tudo que é vazio por ter sido arrancado de suas raízes, funciona por pouco tempo. A mente humana, essa danadinha, é inquieta e começa a se questionar: ok, é só isso? E logo, você estará querendo mais e mais. Vai pagar retiros caros de Yoga com mindfulness, fazer viagens à Índia onde conhecerá ashrams mágicos de cura ayurveda e vai voltar vestindo roupas baratas e coloridas cheirando a incenso. 

Outra vez, você comprou a felicidade. Mas é um produto, a dopamina da aquisição dura pouco. 

Percebeu que é um ciclo sem fim? 

Você não pode comprar a felicidade! Porque a verdadeira felicidade te liberta. Você se sente livre, não preso a um monte de dívidas e a necessidade de estar sempre em um lugar assim ou assado, com pessoas zés ou marias. Você é feliz por si, zerou suas carências afetivas, zerou sua fome de tudo, suas expectativas e nem por isso está doente, em depressão. Não espera nada, não quer ter nada, mas é feliz.

Sim, isso existe. Mas não vou entregar o caminho, porque não existe um caminho. Existem vários e cada um deve seguir o seu, na medida em que caminha. Ter a mente aberta e a percepção de liberdade, o objetivo de se libertar, sempre à frente. Não mais aceitar as coisas, as opiniões sem questionar, mas nem por isso se tornar um chato, reclamando de tudo e de todos. Não é se bastar, nada disso. É perceber que você é só uma migalha no universo e ao lado de todas as outras migalhas, forma um pãozinho. Sem a pretensão de ser alguém importante, você descarta o seu ego, construído por valores sociais feitos para deitar as pessoas em cabrestos. 

Os valores sociais só existem para te tornar infeliz e escravo da busca por sanar suas carências que jamais serão sanadas. 

Cabe a cada um questionar o que te aprisiona e romper suas próprias algemas. Não adianta buscar no outro um salvador, nem deuses te salvarão. No máximo, eles te ajudarão a refletir. Mas se você não provocar sua mudança, ninguém fará. 

Ser feliz é perceber que somos menos importantes que insetos neste mundo e não se chatear com isso. 


sábado, 20 de abril de 2024

O caminho para a paz mundial pela verdade sobre sexo, testosterona e fuder para regras e algoritmos

Vocês fazem ideia que este blog já tem 20 anos? É o auge da testosterona para um jovem, pequeno padawan! Mas, o auge da testosterona não significa melhores experiências. Talvez mais, talvez mais rápidas. Melhores, hahaha, no. 

Então, vamos falar de sexo. Porque parte das pessoas que buscam no google por "bizarro", buscam "sexo bizarro" e este blog tem devido muito neste assunto. Um assunto tão banal, trivial, sexo, a origem de muitos seres. E devido aos algoritmos puritanos das mídias sociais, quando se fala em sexo e correlatos no youtube e Instagram tem que falar em uma linguagem cifrada, tipo, s3x0, para não ser punido pelo algoritmo puritano amém. 

Só que aqui no UniB, estamos fudendo para o algoritmo, para o número de curtidas ou seguidores. Nem leitores nos interessam. Se você está lendo isso, parabéns, não dou a mínima pra você. Estamos há 20 anos online, cagando e andando para a popularidade e tendemos a continuar assim e piores. Porque decidimos envelhecer no modo Dercy Gonçalves, a musa insuperável da velhice "tô fudendo para regras". 

E por que quero falar de sexo? Porque me deu na telha. E porque acho um assunto subvalorizado. 

Quando se fala em sexo com gente subdesenvolvida sexualmente, eles riem, fazem piada. Ou, os reprimidos se fazem de escandalizados. As donas de casa belas, recatadas e do lar são contra. Mas lá no fundo da gaveta da cozinha guardam a trilogia dos Cinquenta tons de cinza e aquelas safadezas literárias do gênero pornô para donas de casa. 

Eu sei, porque escrevo. Escrevo muito de tudo. Inclusive ficção. Lógico que meus trabalhos profissionais não cagam para regras, porque a lei capitalista é simples: resultado = grana. E resultado literário é leitores e influência, curtidas, cliques, escrotices banais da vida social media. Mas aqui, a regra é clara: 

fodam-se as regras. 

Por isso, o texto não tem estrutura, começo, meio e fim, nem mesmo revisão tem. mas se quero falar de sexo, falo o que quero, não o que me pagam pra fazer, porque não sou profissional do sexo, mas do texto. 

O fato é que, faz um tempo, percebi o quanto é escrota essa lógica de pau na vagina, boca no pau, boca na vagina. E comecei a pensar que pau no cu tem muita validade. 

Não falo só de sexo gay, mas de sexo anal de todos os tipos, inclusive aquele com os brinquedos eróticos. E olha que tem cada tamanho que se chega a duvidar que entre. 

E, juro juradinho que essa lógica do pau no cu abriu meus horizontes literários. 

Não falo de literatura pornô, porque nunca publiquei nada neste sentido, mas minha visão de mundo se ampliou por causa disso. E então, comecei a considerar nas minhas obras de ficção o poliamor, o multipoliamor e o amor desapegado não escroto, que não é um Pau Amigo, mas um Pau Parceiro que está sempre contigo, mas que aceita sua liberdade de amar. 

É, porque sexo só é sexo se o coitado tem por volta de 20 anos, muita testosterona e pouca experiência, na qual as rapidinhas não são opções, mas é o que dá pra fazer de pé no banheiro de uma boate. 

Sexo só é sexo se a pessoa tem a autoestima tão baixa que só uma boa punheta e um filme pornô não satisfazem sua carência afetiva e precisa de outra pessoa para gozar e fingir que é atraente para alguém. Mesmo sabendo que essa outra pessoa deve estar imaginando uma cena com um grande galã pra topar transar. 

E aí chegamos no ponto onde a vaca torce o rabo: sexo sem imaginação é só testosterona em ação. Acompanha meu raciocínio: a pessoa que quer transar alucina que a outra quer também. É aquele olhar, aquela língua nos lábios, uma mãozinha no pescoço e puft! Mão na coisa, coisa na mão, coisa na coisa. 

E quem acredita em amor à primeira vista, sinto muito, você acredita em alucinações. Só isso. É só testosterona, aquele tesão que acomete homens e mulheres, independente do gênero. 

Sexo bom é sexo de ficção literária. Sexo de imaginação, que pode ser o que quiser, que o tamanho do pau é sempre enorme, o homem é sempre viril e bem disposto, a mulher nunca sente sono ou está cansada, menos ainda menstruada, as preliminares são intensas e criativas, os buracos são sempre encaixes perfeitos e os brinquedinhos funcionam (porque na realidade, eles duram bem pouco quando vibram). 

Porque o sexo de verdade exige uma energia que você só se esforça pra ter no início da relação. Depois do parceiro fidelizado, o sexo vai ficando mais rápido, mais raro, menos criativo. E como neste mundo ninguém está ficando mais novo, a lei da gravidade age sobre os corpos, bolas caem, peitos despencam, panças crescem e como não vemos terceira idade nos filmes hot, achamos que velhos não transam. 

Só que a imaginação continua forte na terceira idade, é claro. E se for uma velhice Dercy Gonçalves, ah, essa vale a pena. Tem muita gente de 20 e poucos que não tem o vigor de uma velha como a Dercy. São múmias, meio mortas, meio vivas, fazendo tudo conforme a cartilha do politicamente correto, tentando se encaixar para ser aceito. Falta imaginação, criatividade e um gozar além do sexo nessas vidas. 

Por isso, acho que sexo e criatividade, tesão pela vida, são parceiros inseparáveis. Distribuam pênis de borracha para os políticos que fazem guerra e eles vão aliviar sua testosterona em um bom anal. Quem sabe o que Putin, Netanyahu e companhia fariam se realmente pudessem dar uma boa trepada? Liberem o sexo anal de todo preconceito, liberem todos os buracos para entrada! 

E a criatividade invadirá o íntimo do ser humano. Enfim, este é o caminho para a paz mundial. 

E da próxima vez que você ouvir uma miss falando que deseja a paz mundial, pense no papel do sexo nisso. Vamos botar pra fuder!


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Terraplanistas farão excursão até a 'beirada' do planeta para provar teoria

Primeiro: lembrem-se que este é um blog de bizarrices. 
Segundo: a notícia abaixo é verdadeira e foi publicada originalmente no Yahoo notícias. Link aqui. Copiei a notícia inteira para tecer os comentários bizarros que sustentam este blog.


Um grupo de pessoas que acredita que a Terra é plana vai embarcar em um cruzeiro que tem como objetivo provar que a teoria ensinada nas escolas é uma farsa. O grupo vai realizar a viagem no ano que vem e deve se aproximar das “beiradas” do planeta.

Entenda
Organizada pela Conferência Internacional da Terra Plana, a viagem vai contar com o rapper B.o.B e com a modelo Tila Tequila. Além da “constatação” a respeito do formato do planeta, os hóspedes do navio terão direito a piscinas, restaurantes e outros benefícios.

Ao The Guardian, a organização da Conferência Internacional da Terra Plana preferiu não comentar o assunto e justificou que depois de “extensas experimentações, análises e pesquisas”, o grupo chegou à conclusão de que o planeta não é uma esfera, mas um grande disco, cercado por uma “barreira de parede de gelo”.Para a organização, as agências espaciais de todo o mundo “conspiraram para falsificar viagens e explorações espaciais”. “Isso provavelmente começou durante a Guerra Fria.

A União Soviética e os Estados Unidos estavam obcecados em se confrontar no espaço e chegaram ao ponto de falsificar suas realizações, na tentativa superar as supostas conquistas do outro”, explica a entidade, em nota.



JK: espero que eles cheguem na barreira de gelo. Espero sinceramente que tenham coragem de se lançar da beirada do planeta, para descobrir o que tem depois. Espero que sejam realmente aventureiros, tão aventureiros, quanto parecem ser em suas opiniões. Espero mesmo, porque assim, vou continuar tendo notícias bizarras para postar. 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

As 10 situações mais ridículas e como sair delas

Neste fim de ano elas se multiplicam. Isso porque se multiplicam os eventos sociais, aqueles momentos em que você é obrigado ao convívio humano que é a base de todo o ridículo. Hoje preparei um ranking das 10 situações mais ridículas que despontam nas conversas por aí, algumas das quais plenamente vivenciadas por esta Foca. Como rir da própria desgraça é engraçado, mas pouco produtivo, resolvi acrescentar o que faço nesses momentos e quem sabe ajudar outros manés por aí que sofrem de excesso de ridicularismo. 

10. Passar em frente a um daqueles brinquedos com sensor de movimento
 E ele começa a cantar, gritar, tocar, dançar ou plantar bananeira, não importa. Todo mundo na loja olha pra você que nesse momento está tentando fazer o maldito parar de fazer aquilo. De tanto pagar esse mico, eu já desenvolvi uma estratégia: ignoro o bicho e viro de costas, como se não fosse comigo. Tá lá o Papai Noel se contorcendo igual dançarino de funk e eu aqui. Cara de paisagem.

9. Autocorreção do Whats up
Quem nunca deu umas risadas por causa disso? Até porque sabe lá Deus de onde o aplicativo resgata certas palavras na hora de corrigir o que você tentou escrever. Manhã corrige para Manaus; Eca corrige para Eva ou Ecrã; Eba corrige para Rabada ou Ensaia; Nós corrige para Noiva; Oiee corrige para Porre; Baby corrige para bambu e essa é só a lista preliminar.
O que eu faço é corrigir imediatamente, mesmo que seja um Whats para o chefe.

8. Ficar no meio da conversa dos outros
Antes de tudo, um adendo: Tem gente que não tem noção de volume e fala alto mesmo quando a única pessoa que a está ouvindo está sentada a seu lado, com a orelha a centímetros da boca dela. Se você é como eu e tem como solução para esse problema um fone de ouvido para escutar aquela música alta e abafar aquela conversa que não te diz respeito, parabéns! Essa é uma forma educada de resolver. Mas tem momentos difíceis de resolver com um fone, pois o efeito é inverso. Então o que você faz: atende o celular para uma conversa imaginária. Você se livra de segurar a vela alheia e da tentação de se meter na conversa.

7. Rir sozinho de alguma coisa que você leu no celular
E você só percebe tarde demais. Don't worry, rir é o melhor remédio para tudo. Uma vez ou outra tá tudo bem. Só tente não ter um ataque de riso, porque é contagioso e você sabe, de acordo com Rita Lee, "a alegria alheia incomoda". Rir com moderação pode garantir todos os dentes dentro da boca.

6. Quando te flagram falando sozinho
E você gostaria de desaparecer instantaneamente. Não adianta repetir para si mesmo que todo mundo que pensa, fala sozinho, mesmo isso sendo um fato. A imagem do louco falando sozinho ainda é muito forte, então, o que eu faço? Disfarço enquanto murmuro uma musiquinha e dou um sorrisinho distraído, tentando passar a imagem que é a cara da normalidade, Só Que Não. Fecha na cara da atriz-paisagem.

5. Responder errado a uma pergunta que não ouvi bem
- Então como foi lá na reunião?
- Ãnh? - o barulho da sala atrapalhou minha audição.
- Como foi a reunião?
- Desculpe, não entendi - acho que estou surda.
- A reunião, como foi? - insiste impaciente meu interlocutor.
Desisto de tentar entender e respondo o que talvez seja a resposta:
- Sim.

Sempre, digo SEMPRE, isso acontece comigo. Minha audição é ótima, já fiz o teste, mas parece que sempre querem me sacanear. Porque, quando você não entende, a pessoa não colabora? Pronuncie! Fale mais alto! Mais devagar! Não me foda falando como se tivesse a boca cheia de cogumelos amortecedores de língua! A única solução para isso é a franqueza "Fale mais devagar", ou "aqui tem muito barulho, pode repetir mais alto?".

4. Trombar em algo ou alguém enquanto caminha escrevendo mensagens no celular
Versão já corriqueira do "cair de bunda no meio da rua". Se não se machucou, nem machucou ninguém, levante-se e ande. Só que eu mesma me acabo de rir da minha própria desgraça antes de me levantar.

3. Quando cantam parabéns para você em um lugar cheio de estranhos
Pior se são dois amigos loucos que resolveram cantar. Um puxou e o outro foi atrás e parou no meio do caminho e você ali querendo que o mundo se acabe num buraco que te engula. Até hoje eu ouço marmanjos reclamando de não saber o que fazer quando começam a cantar parabéns e eu também desenvolvi uma estratégia para isso. Viro para o amigo mais próximo e bato palmas como se o aniversário fosse dele. Mico compartilhado dói menos.

2. Não lembrar do rosto de alguém
Essa sou eu pagando mico quando sai para apurar aquelas pautas em que tem de entrevistar mil pessoas em meia hora. No fim não sabe mais quem é o que e que cara pertence a quem, se sentindo um figurante no meio do mundo de Wally. Pior: Já confundi uma fonte gente fina com outra que havia me sacaneado a veras e pensa na pessoa que só percebeu quando foi alertada por um amigo que ajudava na matéria. A cara é mais ou menos essa: ><. Mas não adianta, você tá ali e tem que resolver então seja sincera: "Mil desculpas, eu tenho essa dificuldade de memorizar o rosto das pessoas, é algo tipo quando o incrível Hulk fica verde e não reconhece mais ninguém, sabe?". Eu sei, o mico permanece, mas pelo menos a pessoa riu, se não for um mal humorado.

1. Não lembrar o nome de alguém
Essa é clássica e está em primeiro lugar porque já faz parte da minha rotina. Trabalho com gente e acho digno lembrar o nome delas, mas tenho a memória de um legume com amnésia e mesmo com os esforços reforçados pelo uso inteligente e estratégico do iPhone (foto e bloco de notas), passo por esse ridículo aumentado ainda mais quando eu troco o nome de alguém. Que o diga a recepcionista da redação onde trabalho, cujo nome é Ivete e eu a chamei de Jussara todos os dias por uma semana até me dar conta do erro.


domingo, 1 de junho de 2014

Declaro os contra-copas, uns retardados

Só de raiva, para ser contra os contra-copa, vou torcer e torcer prá caralho nessa Copa. Nem gosto muito de futebol, mas essa gente, com seus black blocs de merda e badernagem me irritaram prá caramba e o pior é que eles irritam por nada. Não tem ideias originais, defendem coisas tipo: frases de efeito e manifestações diminutas para dar desculpa aos black blocs para destruir o patrimônio público e privado.

É isso: Manifestações contra a copa defendem apenas: baderna e frases de efeito. Vão procurar uma roça prá capinar!

Teremos sim, uma Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Já está organizada e vai acontecer, mesmo que suas frases de efeito fiquem reverberando em seus facebooks eternamente. E da próxima vez que quiserem ser contra alguma coisa, sejam contra a escola em que vocês estudaram, porque se saiu um retardado de lá, com certeza sairão mais.

Vocês envergonham a si mesmos, são a descrição perfeita de vergonha-alheia. São massa de manobra e como toda massa de manobra, são burros e sabem gritar.

Quem tem bons argumentos não precisa gritar.

domingo, 11 de maio de 2014

Patrulha do hoax pegando Cacau Menezes

Decidi dedicar esse quadro ao hoax, um grande amigo das piadas, principalmente envolvendo vergonha alheia porque mostra como tem gente ignorante na rede, principalmente pelo Facebook.

Cacau Menezes, um colunista social da RBS TV Florianópolis, conhecido por cair em hoax, pegadinhas da internet, notícias falsas e lendas urbanas. Ele cai mesmo, leva as mentiras a sério e, de vez em quando, tem que se retratar por tanta credulidade.

O vídeo teve mais de 2 mil compartilhamentos só do perfil de um tal de Antonio Vinicius Pyllon, um típico direitista crédulo que compartilha hoax como se fosse bala de goma e a imensa esmagadora absoluta maioria compartilhou sem questionar, acreditando nas legendas como se fossem a bíblia. Nem desconfiou que o que o cara diz no discurso, em alemão, não tem absolutamente nada a ver com o que está nas legendas.



Meu querido, se você não entende alemão, tudo bem, mas pelo menos desconfia! No estado brasileiro onde mais tem descendente de alemão, não é difícil achar um que possa dizer que O VÍDEO É UM HOAX! Uma brincadeira feita por alguém que sabe que tem ignorante que compartilha sem nem desconfiar. Ou, como diria Cumpadi Washington: Sabe nada! Inocente! 

sábado, 26 de abril de 2014

Roberto Justus no Lepo Lepo

Roberto Justus, que estreou novo programa na TV Record no qual demite celebridades, e também comanda um talk show nada original ainda não conhece uma pessoa que o ame de verdade e diga a ele quão ridículo é o papel a que ele se presta na TV aberta. Ou talvez ele tenha sido alertado disso e apenas tenha "demitido" o toque. Porque dançar Lepo Lepo na TV em cadeia nacional é o cúmulo da vergonha alheia.



E a decadência dos grandes executivos brasileiros não parou em Eike Batista.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A verdade do limão que mata o frágil vírus da AIDS

Tropecei neste vídeo por acaso e quase tive um colapso nervoso ao me deparar com... A CURA DA AIDS POR UM LIMÃO! Gente! Só esse cara conhece a verdade, pois o governo recebe muita propina para esconder isso e isso não aparece na mídia porque "eles" não querem.

Se o vídeo não aparece é porque o YouTube me sacaneou e o link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=_5oCBE-uIuo 

Fico pensando se a pessoa acredita mesmo no que diz, se é completamente idiota ou é mesmo apenas um caipira ingênuo com sua visão estreita de mundo envergonhando os caipiras. Lembram do manual da notícia fake? Pois é, está lá: "Para validar seus argumentos, culpe o governo e a mídia". E também: "Use uma ideia simples e diga que o cara que publicou a ideia foi perseguido. As pessoas tem dó de pessoas perseguidas pois a identificam imediatamente como vítimas".

E rindo, fazemos o bicho-papão virar fumaça.

sábado, 12 de setembro de 2009

Hino Nacional Brasileiro

Se você não conhece, aí vai o hino made in Vanusa:




Acho que o problema são os óculos. O fato dela não saber o hino ajuda, mas a culpa toda toda toda está nos óculos e talvez, só um pouquinho em alguns tarja preta poderosos, daqueles tipo mata leão. Mas isso, só um pouquinho.


Ah, e o hino. Muito grande, muito parnasiano, ninguém sabe cantar. Ah mais a culpa também é da Maria Bethânia. Ela quem começou com essa história de Ouviiiiram doiii Ipirannnngaaaa as maaaargeeeennss plááááááááaááácidassssss...